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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Extremistas islâmicos proíbem batismos e casamentos cristãos em país da África

O grupo disse que os abusos dos direitos humanos estão sendo realizados por vários grupos militantes como Al-Qaeda, Ansar Dinee a Jihad na África Ocidental.

Os abusos se agravaram nos últimos dois anos e se espalharam para a região central da nação africana. (Foto: Reuters).
Os abusos se agravaram nos últimos dois anos e se espalharam para a região central da nação africana. (Foto: Reuters).
extremismo islâmico está se tornando cada vez mais intenso na África. O Human Rights Watch (HRW) informou recentemente que membros de grupos extremistas impuseram a lei da Sharia em várias aldeias do Mali, um país da África Ocidental com uma população predominantemente muçulmana.

O grupo que luta pelos direitos humanos disse que os radicais proibiram batismos e casamentos cristãos, ameaçando com terríveis castigos aqueles que violarem seus decretos. Esses extremistas também executaram funcionários públicos.
O grupo disse que os abusos dos direitos humanos estão sendo realizados por vários grupos militantes como Al-Qaeda, Ansar Dine, a Frente de Libertação de Macina e a Jihad na África Ocidental.

Ele disse que o governo do Mali tem se tornado impotente para impedir que esses grupos militantes islâmicos "imponham restrições à vida da aldeia" e executem pessoas.

Forte embate

"O clima dos direitos humanos tornou-se cada vez mais precário durante o ano passado, resultado de assassinatos e intimidação por parte de grupos armados islâmicos, de confrontos sangrentos e de surtos de crimes violentos", disse Corinne Dufka, diretora da HRW na África. “O fracasso do governo em afirmar o controle e reduzir os abusos das forças de segurança aumentou a situação", ressaltou.

O grupo internacional de direitos humanos disse que os abusos no Mali "aumentaram de forma constante" a partir de meados de 2014, depois que uma intervenção militar liderada pelos franceses ajudou a rechaçar os extremistas islâmicos que ocuparam o norte do Mali em 2013.

Segundo o relatório, os abusos se agravaram nos últimos dois anos e se espalharam para a região central da nação africana. O HRW falou sobre as atrocidades cometidas pelos militantes islâmicos para com as pessoas que testemunharam.

"Os moradores descreveram como os grupos islâmicos de até 50 combatentes armados, incluindo adolescentes, ocuparam aldeias por horas e ameaçaram com morte a qualquer pessoa que colaborasse com forças francesas, o governo ou soldados da ONU", diz o relatório do grupo. "Em várias aldeias, os grupos impuseram sua versão da Sharia (lei islâmica), ameaçando os moradores a não celebrarem casamentos e batismos".

Um morador disse a HRW que "nossos costumes tradicionais não são mais permitidos por causa da presença de combatentes jihadistas em nossas próprias aldeias", acrescentando que "nosso modo de celebrar é proibido". Os aldeões também revelaram que os militantes pressionaram as famílias a entregar seus filhos para se juntarem aos seus grupos.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Jovem cristão que evangelizava em sua aldeia é morto por extremistas, na Índia

Jeyram era bastante ativo nos trabalhos da igreja, distribuía Bíblias e costumava exibir filmes sobre Jesus.


A Índia figura o 17º lugar na lista de Classificação de países por perseguição religiosa. (Foto: Reprodução).
A Índia figura o 17º lugar na lista de Classificação de países por perseguição religiosa. (Foto: Reprodução).

Jeyram Khoskla (nome alterado por motivos de segurança) era um jovem que morava em Orissa, na Índia. Com apenas 23 anos, ele havia se convertido ao cristianismo há alguns anos. Mas, em novembro, às 4h30 da manhã, 7 aldeões invadiram sua casa e o levaram embora.

Jeyram nunca mais voltou. Seu corpo foi encontrado a uma distância aproximada de 4 quilômetros, com vários tiros, na vila de Bhitarkota que fica em Orissa. Sua esposa, Indu Khosla, agora precisa continuar a cuidar sozinha de seus 3 filhos.

De acordo com ela, o jovem Jeyram era bastante ativo nos trabalhos da igreja, distribuía Bíblias e costumava exibir filmes sobre Jesus. Para se ter uma ideia do impacto de seu trabalho na região onde morava, cerca de 50 famílias da aldeia se converteram a Cristo. Elas foram inspiradas pelo seu trabalho evangelístico.

De acordo com fontes locais, há tempos que ele estava sendo ameaçado pela vizinhança. Agora, Indu terá que sustentar a família sozinha, pois ela não pode mais contar com o salário de seu marido. Ela tem um emprego simples em uma escola da vila. Por isso, sua igreja e os colaboradores do Ministério Portas Abertas estão apoiando ela nesse momento tão difícil.

Situação da Índia
Na Índia, o aumento do nível de perseguição aos cristãos é causado pelo crescimento do nível de violência, liderado pelos extremistas hindus, seguido de extremistas muçulmanos e outros grupos radicais. Desde que o partido nacionalista BJP ganhou as eleições de maio de 2014, a atmosfera na Índia mudou, o que resultou em um aumento de pressão às minorias se expressando em um aumento de incidentes violentos.

Extremistas hindus afirmam que a Índia pertence a apenas uma religião. Por isso, monitoram atividades de igrejas e muitos estados têm leis que proíbem a conversão ao cristianismo. Neste ano, a Índia figura o 17º lugar na lista de Classificação de países por perseguição religiosa.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA PORTAS ABERTAS