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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Médico trocou carreira para tratar leprosos na África: “Deus supre todas as necessidades”

Há 12 anos, o médico se mudou para a África com sua esposa para se tornar missionário e cuidar de pessoas com lepra.


Kruijff dirige uma equipe que ajuda no combate a hanseníase trabalhando com o governo de Moçambique. (Foto: Leprosy Mission).
Kruijff dirige uma equipe que ajuda no combate a hanseníase trabalhando com o governo de Moçambique. (Foto: Leprosy Mission).

Arie De Kruijff, um médico altamente qualificado, deu um passo de fé extraordinário, juntamente com sua esposa Marie. Há 12 anos eles se mudaram para Moçambique com o objetivo de salvar pessoas com lepra, também conhecida como hanseníase. Sua missão foi inspirada por dois grandes mandamentos registrados na Bíblia: Amar a Deus de todo o coração e amar ao próximo (Mateus 22 36-40).

"Estamos falando de sobre missão integral", disse Kruijff. “Quando Jesus foi questionado sobre qual era a coisa mais importante a ser feita, ele disse: ‘Ame o Senhor e ame o próximo’. Até agora a igreja tem sido boa no primeiro, mas não no segundo. Quando se trata de sujar as mãos e alcançar as pessoas, a igreja não é muito boa”, disse o médico.

"Em nosso projeto, temos sido o oposto. Bom no segundo, mas não tão forte no primeiro. Então eu sinto que o equilíbrio perfeito poderia ser alcançado se trabalhássemos juntos. A igreja local está crescendo e temos a responsabilidade de torná-la mais responsável", alertou.

Embora Jesus tenha alcançado as pessoas com lepra, o estigma em torno da antiga doença permanece forte, independentemente de Moçambique ser um país em grande parte cristão. É de grande importância o trabalho de Kruijff na pobre província de Cabo Delgado.

Hanseníase

Hoje o médico cristão tem três filhos e dirige uma equipe que ajuda no combate a hanseníase trabalhando com o governo de Moçambique no diagnóstico de novos casos. Kruijff diz que agora está pronto para abrir a porta para a missão integral. E em Moçambique, onde mais da metade da população se define como cristã, o cenário é perfeito. Ele explica.

“A igreja é estável e eu sinto que precisamos mobilizar as igrejas locais para ajudar. Por exemplo, algo como a triagem dos doentes poderia ser feito por congregações da igreja. A hanseníase é uma doença que, se não tratada, provoca danos nos nervos e subsequentemente perda de sensibilidade nas mãos e nos pés”, explicou.

Isso torna uma pessoa vulnerável a lesões, pois eles ficam incapazes de sentir dor. Eles se ferem sem saber e, em um local onde as pessoas cultivam a terra para a sobrevivência, geralmente descalços, a infecção é forte e pode levar à perda de dedos das mãos e dos pés.

Equipe de ajuda

Kruijff diz: “Temos grupos de autocuidado onde os membros da comunidade são treinados para detectar os primeiros sinais e sintomas da lepra. Os grupos também observam pessoas ajudando uns aos outros verificando seus pés e mãos e encorajando uns aos outros para manter as feridas limpas e, portanto, livres de infecção. Isso, por sua vez, ajuda a combater o estigma”.

Sua visão é ver a igreja cuidar de ambas as necessidades, físicas e emocionais, de uma pessoa afetada pela hanseníase. "Se esse amor e cuidado serve para abrir os olhos de uma pessoa para o amor de Cristo, então a missão integral realmente deu certo", diz. Embora Kruijff esteja muito agradecido com sua família pelo o que fizeram para realizar o trabalho de Deus, ele não se preocupa muito com os desafios de viver em uma rua nos arredores de Pemba.

"É muito gratificante fazer algo que realmente faz a diferença", diz ele. "Nós enfrentamos desafios todos os dias, mas Deus nos faz vencer. Ele supre todas as nossas necessidades. Enquanto meus colegas de faculdade de medicina estão provavelmente vivendo em luxo comparado a nós, eu honestamente não gostaria de estar em qualquer outro lugar. Para mim foi fantástico experimentar uma cultura diferente e aprender português, que é a língua da educação em Moçambique”, finalizou.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY

terça-feira, 4 de abril de 2017

Mulheres morrem após protestarem contra a perseguição aos cristãos, na África

Duas cristãs foram presas e estupradas no campo militar. Como forma de protestar e mostrar ao mundo a terrível perseguição que os cristãos passam na África, elas fizeram greve de fome.

A Eritréia é classificada como 10º pior país para um cristão viver, de acordo com a lista de perseguição do Ministério Portas Abertas. (Foto: Reuters).
A Eritréia é classificada como 10º pior país para um cristão viver, de acordo com a lista de perseguição do Ministério Portas Abertas. (Foto: Reuters).
Duas mulheres cristãs perseguidas sacrificaram suas próprias vidas para tentar salvar outras. Elas eram de uma igreja pentecostal e morreram em um hospital na Eritréia (país Africano) depois de terem feito uma greve de fome para atrair a atenção do mundo sobre os abusos enfrentados pelos cristãos no país do nordeste da África, informou o Premier UK.

As mulheres foram detidas em um campo militar onde foram também estupradas. Isso as levaram a decisão de ir em frente com a greve de fome, de acordo com o relatório do site Eritrean Erimedrek News.

"Nós choramos com as famílias e amigos dessas jovens mulheres, que são as últimas vítimas conhecidas de um regime considerado culpado de perpetrar crimes contra a humanidade contra seu próprio povo", disse Mervyn Thomas, Chefe do Executivo da Christian Solidarity Worldwide.

Os relatórios observaram que os corpos das mulheres tinham lesões e ferimentos sugerindo que elas foram abusadas ​​sexualmente. "É angustiante notar que elas morreram depois de sofrer abusos indescritíveis que as obrigaram a fazer uma greve de fome, o único meio de protesto que elas tinham. A história é sempre abafada e nunca chega em outros países. O sofrimento e mortes dos cristãos não conseguem ser registrados internacionalmente devido à natureza fechada e ao controle do regime", disse Thomas.

Cenário Atual

A Eritréia é classificada como 10º pior país para um cristão viver, de acordo com a lista de perseguição do Ministério Portas Abertas. De acordo com o registro, o regime local atual tem tentado controlar todas as instituições religiosas. Thomas disse que milhares de eritreus, incluindo cristãos, continuam a fugir do país para escapar da perseguição.

O ministério Portas Abertas dos Estados Unidos diz que muitos prisioneiros cristãos "foram presos e morreram". Em 2016, as Nações Unidas encontraram motivos razoáveis ​​para acreditar que o regime eritreu estava cometendo crimes contra os direitos humanos, incluindo a perseguição a grupos religiosos e a violação por agentes de detenção, informou a Premier UK.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Pastores denunciam teologia da prosperidade na África: "Plantar igrejas virou negócio"

Segundo Dan Huffstutler, homens que não possuem conhecimento bíblico entram no campo missionário para adquirir a renda de pessoas que estão à procura de uma bênção.


Uma pesquisa de 2006 descobriu que 70% dos quenianos que se identificam como cristãos seguem ensinamentos carismáticos ou pentecostais extremos. (Foto: Reprodução).
Uma pesquisa de 2006 descobriu que 70% dos quenianos que se identificam como cristãos seguem ensinamentos carismáticos ou pentecostais extremos. (Foto: Reprodução).

Não há escassez de igrejas no Quênia, nem de pregadores, profetas ou evangelistas. As grandes igrejas oferecem diversos cultos que atraem milhares de pessoas que se reúnem para ouvir pregações chamativas. Um típico sermão pode incluir revelações divinas e promessas de riqueza e cura. Notavelmente o que falta é a integridade das Escrituras.

Dan Huffstutler é o diretor da Escola Batista de Teologia da África Oriental (EABST) na capital de Nairobi. Ele diz que igrejas baseadas na Bíblia, lideradas por pastores doutrinariamente sólidos não são comuns: "Eles são como diamantes espalhados pelo Quênia".

Uma pesquisa de 2006 descobriu que 70% dos quenianos que se identificam como cristãos seguem ensinamentos carismáticos ou pentecostais extremos. Na última década, Dan Huffstutler observou um aumento de adeptos com "pouca compreensão da doutrina cristã ou da missão evangélica da igreja". Ele atribui isso a um amplo acesso dos pregadores da prosperidade.

"O plantio de igrejas é um negócio aqui", disse ele. "Homens sem qualquer treinamento e conhecimento bíblico entram nesse campo na esperança de adquirir a renda de pessoas que estão à procura de uma bênção ou de ter seus problemas corrigidos".

Remodelação do Ministério
Para combater esse ensino falso, a EABST se concentra em equipar pastores para o ministério. Muitos alunos vêm com pouca preparação, mas sem imitar os métodos de pregadores que eles viram na TV ou na Internet. "A TBN [Trinity Broadcasting Network] impactou massivamente a África Oriental, modelando palavras de fé, prosperidade e crenças e práticas pentecostais extremas como formas de fazer a igreja", disse ele.

A EABST está em parceria com Ken Mbugua, pastor da Igreja Batista Emmanuel de Nairobi, para sediar a Conferência Anual de Proclamação para líderes de igrejas do Quênia e países vizinhos. A conferência, que oferece oficinas de pregação e oportunidades de networking, é beneficiada dos recursos da Packing Hope, uma gentileza da TGC International Outreach (TGC IO).

Os livros distribuídos na conferência incluem a Bíblia de Estudo Global da ESV, a Proclamação de uma Teologia Intercentral, a Pregação Expositiva de David Helm, a Preparação de Sermões Expositivos de Richard Ramesh e a Supremacia de Deus na Pregação de John Piper. Embora escritos em inglês, esses livros funcionam bem em grande parte da África, particularmente em países como o Quênia, onde o inglês é uma língua primária.

Um recurso mais recente fornecido pela TGC IO para a conferência é o livro “Prosperidade? Buscando o Verdadeiro Evangelho”, de autoria de Mbugua e dois colegas pastores africanos, Michael Otieno Maura e Conrad Mbewe, juntamente com Wayne Grudem e John Piper. Este livro foi criado como uma ferramenta para ajudar os líderes da igreja a combater a teologia da prosperidade.

"Os materiais da TGC IO dão aos missionários e líderes da igreja uma plataforma para a criação de oportunidades de ensino", disse Huffstutler. Pastores e plantadores de igrejas aprendem a preparar sermões biblicamente sólidos e aprendem também a aplicar padrões bíblicos ao culto e ao governo da igreja.

Livro “Prosperidade? Buscando o Verdadeiro Evangelho”, de autoria de Mbugua e dois colegas pastores africanos, Michael Otieno Maura e Conrad Mbewe, juntamente com Wayne Grudem e John Piper. (Foto: Divulgação).

Abraçando a Verdade Bíblica
Ronald Kogo é um plantador de igrejas nas favelas de Kabiria, no oeste de Nairobi. Certa vez, ele seguiu os ensinamentos de uma igreja pentecostal, embora não soubesse nada sobre a Bíblia - até que um amigo lhe mostrou como estudar as Escrituras. Kogo abraçou a doutrina bíblica e se tornou um defensor de sólidos recursos teológicos. Ele continua seus estudos na EABST.

Kogo mais tarde começou a traduzir em Swahili clássicos de J. C. Ryle, Martyn Lloyd-Jones e John Piper. Hoje, equipado com um bom material bíblico, ensina estudos semanais para pastores de várias igrejas em Nairobi. "Agora eles sabem que temas procurar, em vez de encontrar coisas que simplesmente afirmar suas próprias ideias", disse ele.

Um homem do grupo de estudo de Kogo tinha sido um líder na Igreja de Divindade Africana, onde sua posição elevada lhe concedeu status de Deus. "Ele se tornou membro de uma Igreja Batista Reformada, sem vontade de se tornar um pastor novamente", disse Kogo. "Ele está lendo e estudando a Palavra - humilde e disposto a aprender", finalizou.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO THE GOSPEL COALITION

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Missionário é sequestrado no Níger

Missionário é sequestrado no Níger e ainda não há informações sobre seu paradeiro Jeffery Woodke foi raptado de sua casa, em Abalak, na região oeste do Níger, por volta de 9h (horário local) na última sexta-feira (14).

Jeffery Woodke é missionário e mora no Níger desde 1992. (Foto: New York Daily News
Jeffery Woodke é missionário e mora no Níger desde 1992. (Foto: New York Daily News

O trabalhador humanitário sequestrado por homens armados no Níger, é um missionário cristão que tem ligações com o grupo 'Jovens Com Uma Missão' (JOCUM), segundo confirmou um porta-voz da organização.

Pete Thompson disse ao jornal 'Independent' que Jeffery Woodke foi raptado de sua casa, em Abalak, na região oeste do Níger, por volta de 9h (horário local) na última sexta-feira (14).

"Na época do sequestro, outros dois homens foram mortos, incluindo um guarda noturno de Tuareg e um soldado da guarda nacional. Não se sabe onde para onde ele [Jeffery] foi levado e nenhum grupo ainda assumiu a responsabilidade pelo seu sequestro", disse Thompson.

"Sua família foi informada e o governo dos EUA está monitorando a situação".

Woodke - que vive no Níger desde 1992 - trabalha com a 'JEMED', uma organização local, ligada à 'JOCUM', que ajuda as pessoas que sofrem com problemas diversos da região, como a seca, a falta de acesso à educação e epidemias.

Woodke também está registrado como um instrutor da Escola Redwood de Missões, uma organização cristã, com sede na cidade de Arcata, a cerca de 270 milhas ao norte de San Francisco, na Califórnia (EUA).

"Jeff investiu mais de 25 anos no ministério de missões", disse uma miniatura biográfica de Woodke, no site do Redwood Coast.

"Ele exerceu neste tempo, um ministério que ele fundou no Níger, atendendo a uma série de grupos de povos não alcançados".

Um comunicado do Ministério do Interior do Níger, disse no sábado, após o sequestro ser noticiado, que Woodke foi levado pelo deserto, em direção a Mali.

"Esses criminosos estão agora caminhando para Mali. Nossas forças estão no seu encalço", disse o ministro do Interior, Mohamed Bazoum.

Moradores relataram tiros ouvir perto da casa do trabalhador humanitário na noite de sexta-feira. O prefeito de cidade, Ahmed Dilo, disse à Reuters que homens armados veio pela primeira vez em uma moto para matar o guarda antes que o caminhão veio a tomar Woodke distância.

O ministro do Interior disse que um soldado da guarda nacional que estava próximo à casa do missionário também foi morto.

Sequestros de estrangeiros não são tão comuns no Níger, mas são frequentes no país vizinho, Mali, onde militantes islâmicos são ativos e, muitas vezes aproveitam os reféns para ganhar dinheiro ou recursos políticos com o resgate.

Nenhum cidadão norte-americano havia sido sequestrado no Níger antes, embora em 2009, suspeitos islâmicos tennham tentado raptar uma equipe da embaixada norte-americana que estava um hotel na cidade de Tahoua.

Um porta-voz da embaixada norte-americana disse que havia uma investigação sobre o incidente, mas não pôde confirmar quaisquer detalhes adicionais.

O Departamento de Estado dos EUA disse que estava ciente dos relatórios, mas se recusou a comentar, citando as leis de privacidade.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY