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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Após 8 anos, ONU reconhece instituição cristã que ajuda a Igreja Perseguida

Com o credenciamento, a organização 'Christian Solidarity Worldwide' poderá oferecer mais proteção e ajuda aos cristãos perseguidos.

Nos últimos anos, a CSW tem se concentrado na perseguição de cristãos em países tão diversos como o Paquistão, China e Cuba. (Foto: Reprodução).
Nos últimos anos, a CSW tem se concentrado na perseguição de cristãos em países tão diversos como o Paquistão, China e Cuba. (Foto: Reprodução).
A Christian Solidarity Worldwide (CSW), uma das principais organizações anti-perseguição do Reino Unido, recebeu da ONU um credenciamento que há muito era aguardado. A organização, que tem sede em Londres e faz campanhas para a proteção dos cristãos em todo o mundo, aguardou durante oito anos para receber o reconhecimento.

O Chefe do Executivo, Mervyn Thomas, saudou a decisão do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU). Ele disse: "Este é um dia significativo para a CSW. Essa creditação da ONU nos permitirá avançar em nosso trabalho para promover o direito à liberdade religiosa e de crença em todo o sistema das Nações Unidas", declarou.

A decisão de conceder a creditação para a CSW veio em apelo, depois que um pedido anterior havia sido negado em fevereiro. Este cenário de pedidos e adiamentos vinha acontecendo há oito anos.

A agência de notícias AP relata que o embaixador britânico na ONU foi recrutado para combater o caso. Mathew Rycroft disse: "Tem havido discriminação repetida contra ONGs com um enfoque de direitos humanos em particular."

Benefícios

A delegação dos Estados Unidos elogiou o movimento, dizendo: "Essa mudança trará à luz os países que buscam bloquear o acesso das Nações Unidas às organizações que defendem a liberdade de imprensa, que fornecem assessoria jurídica aos prisioneiros e que chamam atenção para a discriminação de todos os tipos", disse.

O Conselho Econômico e Social é composto por representantes de 54 países, dos quais 29 votaram para aprovar o credenciamento da CSW, com nove votos contra e 12 abstenções.
Nos últimos anos, a CSW tem se concentrado na perseguição de cristãos em países tão diversos como o Paquistão, China e Cuba. A organização trabalha para aumentar a consciência entre as igrejas do Reino Unido sobre a situação de cristãos que são perseguidos por sua fé.

O setor de advocacia tem trabalhado bastante em Westminster, em Nova York na ONU, bem como ao lado de outros grupos que trabalham para a liberdade religiosa.

Mervyn Thomas acrescentou: "Embora estejamos satisfeitos com o resultado da votação, as questões levantadas sobre a tendência do comitê da ONG, de adiar repetidamente e negar as aplicações das organizações de direitos humanos precisam ser resolvidas", finalizou.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY

sábado, 4 de março de 2017

A ONU continua ignorando as atrocidades do Estado Islâmico contra cristãos, diz grupo

A ONU reconheceu que o Estado Islâmico está cometendo genocídio contra a minoria religiosa e étnica dos Yazidis, mas não incluiu os cristãos entre as vítimas do grupo terrorista.

Terroristas dos Estado Islâmico crucificam homem em praça pública. (Foto: Reuters)
Terroristas dos Estado Islâmico crucificam homem em praça pública. (Foto: Reuters)

As decapitações em massa, a escravidão sexual e a crucificação de cristãos são "atrocidades históricas" usadas pelo Estado islâmico, porém a Organização das Nações Unidas (ONU) ainda se recusa a abordar e tomar medidas sobre este asssunto, segundo o Centro Americano de Direito e Justiça (ACLJ).

"Devemos agir para impedir ... as ações do mal, cometidas pelo Estado Islâmico para intimidar e eliminar os cristãos e outras minorias religiosas da face da Terra", disse o grupo conservador de direito em um comunicado, no qual descreve os crimes de guerra cometidos pelo grupo terrorista.

"As Nações Unidas devem liderar o mundo no cumprimento de nossas obrigações jurídicas e morais internacionais", acrescentou.

O ACLJ disse na quinta-feira que enviou uma carta a Nikki Haley, representante permanente dos Estados Unidos na ONU, exigindo que o governo dos EUA pressionem seus aliados internacionais a tomarem medidas contra o genocídio promovido pelo Estado Islâmico contra as minorias religiosas.

"No dia 17 de março de 2016 houve o posicionamento oficial dos Estados Unidos, reconhecendo que o Estado Islâmico está cometendo genocídio contra cristãos e outras minorias religiosas. Agora exortamos você a promover essa política oficial dos EUA na Organização das Nações Unidas", disse a carta enviada a Haley.

"É imperativo que as Nações Unidas reconheçam formalmente que as atrocidades cometidas pelos Estados Unidos contra os cristãos, yazidis e outras minorias religiosas e étnicas no Iraque, na Síria e em outros lugares sejam reconhecidas como genocídio para implicar as obrigações da comunidade internacional de acordo com a Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio e a responsabilidade bem estabelecida de proteger as vítimas de genocídio", acrescentou.

O grupo de advogados pediu uma "ação rápida e decisiva" da representante norte-americana para pôr fim às atrocidades cometidas contra as minorias religiosas e argumentou que a própria Carta dos Estados Unidos determina que as vítimas devem ter proteção e zonas seguras dentro da região.

Mobilização
O último comunicado do ACLJ também está relacionado a uma petição assinada por mais de 277 mil pessoas, pedindo o fim do genocídio e a proteção dos cristãos no Iraque e na Síria.

O Estado Islâmico tem divulgado vídeos aterrorizantes na internet, como um intitulado "Uma Mensagem Assinada com Sangue para a Nação da Cruz" (2014), no qual seus terroristas decapitaram 21 cristãos coptas e ameaçavam diretamente matar mais crentes.

A brutalidade dos radicais islâmicos forçou milhões a fugirem de suas casas no Iraque e na Síria, como refugiados, incluindo muitos cristãos.

O ACLJ questionou o silêncio da ONU em várias ocasiões, apesar da evidência bem documentada sobre o alvo específico que se tornaram os cristãos e outras minorias.

Em Fevereiro, o grupo enviou uma carta através da sua filial europeia, o Centro Europeu de Direito e Justiça, diretamente à ONU.

"Precisamos de ação agora. A ONU deve defender os direitos de todas as minorias religiosas, incluindo os cristãos no Iraque, na Síria e em qualquer outro lugar onde o Estado Islâmico se envolva em genocídio", dizia a carta naquela época.

A ONU reconheceu que o Estado Islâmico está cometendo genocídio contra Yazidis, como em uma declaração de junho de 2016 pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, mas ainda não incluiu cristãos nesse reconhecimento.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

ONU decide que judeus não têm relação com o Monte do Templo, em Jerusalém

O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu respondeu à decisão, com críticas. "Obviamente, eles nunca leram a Bíblia", disse ele.
Monte do Templo em Jerusalém. (Foto: Israel News)
Monte do Templo em Jerusalém. (Foto: Israel News)

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) decidiu que não há nenhuma conexão entre os judeus, Jerusalém e o Monte do Templo. A decisão foi comunicada após nes quita-feira (13), após uma iniciativa palestina, que levou a uma votação. Inicialmente, a proposta também incluía o Muro das Lamentações, mas este ponto foi retirado, após forte pressão de nações aliadas de Israel.

Houve 26 países que se abstiveram de votar, incluindo a Sérvia e o Turcomenistão, enquanto 24 países apoiaram a iniciativa palestina e seis votaram contra. Em contrapartida, nenhuma nação europeia votou a favor da iniciativa.

França, Suécia, Eslovênia, Índia, Argentina e Togo inicialmente iriam votar a favor da resolução, dizendo que os judeus não têm nenhuma conexão com Jerusalém, mas foram convencidos a se abster de votar no final.

Já os Estados Unidos, o Reino Unido, a Lituânia, os Países Baixos, a Estônia e a Alemanha votaram contra a resolução sugerida pela Palestina.

Em uma medida incomum, Israel buscou a ajuda da Santa Sé para impedir que a UNESCO aceitasse a recomendação palestina de negar qualquer filiação judaica com Jerusalém e o Monte do Templo nesta quinta-feira (13), argumentando que a medida também iria prejudicar cristãos.

Os palestinos exigiram que especialistas da delegação internacional fossem enviados para os locais sagrados, com o objetivo de examinar o que eles descreveram como a destruição do patrimônio histórico e arqueológico de Israel. Eles alegam que isto foi realizado de diversas maneiras, incluindo a construção do veículo leve sobre trilhos de Jerusalém e as escavações arqueológicas.

Israel, juntamente com os Estados Unidos, tem trabalhado nas últimas semanas para reduzir o apoio da maioria no Conselho Executivo da UNESCO. A França, que apoiou os palestinos em abril, prometeu votar contra esta proposta.

Os palestinos estão buscando, entre outras coisas, nomear um observador permanente da UNESCO em Jerusalém e nomear uma série de condenações de atividades israelenses, tais como a alegada demolição de uma escola em Kfar Adumim. Israel alega que a demolição foi a derrubada de um local em ruínas e "não de uma escola."

O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu respondeu à decisão, dizendo: "O teatro do absurdo continua com a UNESCO e hoje a organização tem feito a sua decisão mais bizarra, dizendo que o povo de Israel não tem nenhuma conexão com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações".

"Obviamente, eles nunca leram a Bíblia", disse ele. "Mas gostaria de aconselhar os membros da UNESCO a visitarem o Arco de Tito, em Roma, onde eles podem ver o que os romanos levaram para lá, depois de terem destruído e saqueado o Monte do Templo há dois mil anos. É possível ver gravado no arco o menorah de sete braços, que é o símbolo do povo judeu, bem como o símbolo do Estado judaico hoje".

"Certamente a UNESCO vai dizer que o imperador Tito era uma parte da propaganda sionista", continuou ele.

"Dizer que Israel não tem conexão com o Monte do Templo e Muro das Lamentações é como dizer que a China não tem conexão com a Grande Muralha da China ou que o Egito não tem conexão com as pirâmides. Com esta decisão absurda, a UNESCO perdeu o pouco de legitimidade que alguma vez já teve. No entanto, acredito que a verdade histórica vai prevalecer", finalizou.

O Ministro da Justiça de Israel, Ayelet Shaked acrescentou que "a ONU está quebrando o seu próprio recorde de ignorância e anti-semitismo".

"Uma organização que se propõe a apresentar a ciência e a educação, mas em vez disso apresenta a política podre dos países islâmicos ditatoriais. Em vez de países ocidentais iluminados, líderes da organização, alguns estão seguindo cegamente a decisão vergonhosa", acrescentou.

O delegado permanente de Israel para a UNESCO, Carmel Shama Hacohen, comentou: "Israel e o povo judeu não precisa que a UNESCO confirme ou não a existência de uma ligação especial entre o povo judeu, o Estado de Israel e Jerusalém, em geral, além dos locais sagrados da cidade, como o Muro das Lamentações ou com o Monte do Templo".

O embaixador prosseguiu: "Não há nenhuma conexão de outro povo, de outro lugar no mundo, que se aproxime da força e da profundidade de nossa conexão com Jerusalém a partir de uma perspectiva religiosa, histórica e nacional, uma conexão que tem resistido à prova de 2.000 anos".

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO YNET NEWS