segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Missionários levam o amor de Jesus na Turquia após terremoto: “Ajudem em oração”

“Assim que soubemos da notícia do terremoto, começamos a nos mobilizar entre os amigos que conhecemos”, disse um deles.

FONTE: GUIAME, CRIS BELONI

Cenas após o terremoto na Turquia. (Foto representativa: Flickr/EU Civil Protection and Humanitarian Aid)

Depois do terremoto que atingiu a Turquia de forma trágica, deixando mais de 38 mil mortos no país, sem contar os mortos na Síria, ficou bem claro que as pessoas se abrem mais para o Evangelho na dor e no caos.

“Eu creio que Deus tem um propósito para todas as coisas e se o Senhor lhes permitiu passar por isso e ainda nos trouxe até aqui, não pode ser uma simples coincidência”, disse um missionário que não pode ser identificado por motivos de segurança.

Em entrevista exclusiva ao Guiame, ele contou que o terremoto destruiu praticamente 80% de algumas regiões. “Os lugares terão que ser quase completamente reconstruídos, e por que não reconstruí-los sobre os fundamentos do Evangelho?”, perguntou.

“Que o Senhor dê sabedoria e discernimento para que cada missionário nesta nação possa direcionar as pessoas a Cristo e reestruturar não apenas os prédios mas o coração de cada um sobre a Rocha que é Cristo”, disse ainda.

‘Falar diretamente de Jesus pode criar uma barreira’

“Assim que soubemos da notícia do terremoto, começamos a nos mobilizar entre os amigos que conhecemos, entre eles russos, colombianos, brasileiros, chilenos e venezuelanos”, contou o missionário sobre o fatídico dia 6 de fevereiro.

Estando em um país fechado para o Evangelho, ele lembra das estratégias que usava antes do terremoto para levar o amor de Jesus em meio aos turcos.

“Nossas ações para alcançar as pessoas com o Evangelho são menos invasivas, pois ao iniciar uma conversa falando diretamente sobre Jesus, cria-se uma barreira e isso faz com que a pessoa não se abra tanto para conversar”, disse ao se referir ao contexto muçulmano no país.

De acordo com o missionário, antes da tragédia, só havia conversas onde o cristianismo era incluído em casos de debates sobre assuntos relacionados às duas fés: islâmica e cristã.

Estratégias de evangelização

Antes do terremoto, o missionário conta que a conversa com os turcos começava com assuntos do dia a dia e que uma das formas usadas para falar do Evangelho era deixando Bíblias espalhadas pela cidade.

“Deixávamos em alguns locais estratégicos, para que as pessoas encontrassem e pudessem ler. Assim o próprio Senhor lhes convencia a respeito de tudo. Quando fazíamos isso, orávamos para que Deus direcionasse as pessoas certas. Pedíamos para encontrá-las, um dia, para falar sobre o livro. E isso já aconteceu”, revelou.

“Outra maneira de chamar a atenção das pessoas para Cristo era fazendo uma ‘caminhada de oração’ pela cidade, por bairros ou em locais específicos que o Senhor direcionava”, disse.

‘Orem por nós’

O missionário pede orações e explica que os recursos financeiros são necessários para que a obra seja feita, mas que a intercessão da Igreja por aqueles que estão em campo é algo ainda mais necessário e poderoso.

Ajudem em oração para que a obra do Senhor seja feita e para que tudo isso se transforme em benção na vida das pessoas. Que elas possam conhecer a Cristo e que seus corações estejam abertos para receber a Palavra. Que sejam transformadas pelo poder do Espírito Santo”, destacou.

“Quanto aos que perderam suas vidas nesse desastre, não há nada que possamos fazer, mas ainda há esperança para aqueles que sobreviveram”, concluiu.

Caso queira ajudar nessa missão para que a obra continue sendo feita, ore e contribua financeiramente. O nome da organização missionária não pode ser revelado por questões de segurança, mas as doações podem ser feitas diretamente aos missionários através do Pix: 094.055.959-54

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Líder brasileiro vai à Asbury e relata: “É um avivamento de arrependimento”

Longas filas do lado de fora, libertação e quebrantamento marcam o culto no campus que já dura mais de 150 horas.

FONTE: GUIAME

O avivamento na Universidade de Asbury já dura mais de 150 horas. (Foto: Instagram/Nick Hall).

Líderes cristãos brasileiros que visitaram a Universidade de Asbury, no Kentucky, Estados Unidos, estão relatando o que testemunharam com seus próprios olhos no avivamento que acontece desde a semana passada.

O missionário e ministro de louvor André Aquino, que mora nos Estados Unidos e estava em uma cidade próxima quando o avivamento em Asbury se acendeu, foi com a família até a universidade participar da reunião.

Em vídeo no Instagram, ele compartilhou o que experimentou no movimento. “A coisa que mais chamou minha atenção no mover do Senhor em Asbury é que lá não havia nenhum nome famoso. Ninguém estava lá por agenda, ninguém estava lá para postar que estava em um avivamento”, afirmou.

Nos stories, ele ainda destacou: “Não havia nenhuma liderança de fala durante as 4 horas que passamos lá. Não havia ninguém animando o público: ‘Vamos lá galera, levanta as mãos’. Às vezes tinha um silêncio de 1 minuto e meio, sem ninguém tocando. Todo mundo adorando, orando, em silêncio, alguns em voz alta”.

O líder explicou que o avivamento de Asbury não é um mover com barulho, mas um derramar silencioso de arrependimento.

“Não é um avivamento de barulho, não é um avivamento de fogo. O avivamento vem de maneiras diferentes do que a gente espera. Era um avivamento de arrependimento, de devoção, de entrega. Você não via ninguém lá fazendo túnel de fogo, gente caindo, gente tremendo. Você via pessoas chorando, pessoas se entregando totalmente como discípulos para Jesus”, pontuou.


André observou que o avivamento é liderado por jovens. “O fato de estudantes universitários estarem liderando um turno de oração e adoração e que esse turno não acabou é algo incrível”, comentou.

“Me chamou a atenção o cuidado dos líderes e pastores de não quererem controlar o que os adolescentes estão fazendo. Eles estão como pais, endossando, [dizendo:] ‘Vai lá, vocês conseguem!’. Eles estão dando toda a liberdade, porque começou com eles, através do Espírito Santo, e querem que continue assim”.

Sem grandes estruturas ou holofotes

De acordo com Aquino, o culto é simples, não possui uma grande estrutura, com músicos profissionais, som bom e painel de led.

“A galerinha não sabia nem tocar os instrumentos direito. Isso me chamou a atenção, ainda mais na América onde tudo é perfeito. Mas nada impedia a presença de Deus vir e os corações receberem a presença”, testemunhou o missionário.

E refletiu: “Jesus nasceu de maneira simples, Ele não nasceu em palácio, Ele nasceu numa manjedoura, porque todos os lugares que poderiam receber Jesus não o fizeram. E o avivamento continua sendo dessa maneira; todos os lugares com grande estruturas raramente você vai ver despertares do Senhor nesse nível. Todos os avivamentos da história começaram em pequenas reuniões de oração”.

O cantor Miqueias Cavalcante, que estava em um estado próximo quando o mover começou, viajou até a universidade para participar do culto de quarta-feira (15), que já dura mais de 150 horas.

“É um ambiente profético onde o barulho e o estrondo se fazem no interior de cada presente; ao perceberem a doce presença do gentil Espírito Santo passeando pela sala, todos de forma sóbria e ao mesmo tempo em santa contemplação se permitem ser tocados pela fresca e suave brisa, a própria pessoa de Cristo”, descreveu Miqueias, em postagem no Instagram.

“Ao passo que entoavam louvores, as vozes se uniam sem resistência em nenhum instrumento que as sobrepossem, poder se manifestava, oravam, exaltavam o nome do Senhor”.

Libertação de espíritos malignos

Há longas filas na Universidade de Asbury para o culto. (Foto: Instagram/Nick Hall).

Segundo o cantor, adultos e crianças foram tocados pelo Espírito Santo e os corredores estavam cheios de pessoas em lágrimas. Uma jovem foi liberta de espíritos malignos após uma mulher orar em nome de Jesus.

“Durante o louvor estava gerando nela uma espécie de ‘convulsão’; chamaram os médicos, que se dirigiram à situação, nada foi resolvido, até uma mulher erguer sua voz e dar ordem de comando. Foi evidente a jovem retornando ao estágio natural instantaneamente”, contou Miqueias.

Ele ainda relatou que havia longas filas na porta de entrada, onde pessoas de diversas idades esperavam para cultuar.

“Famílias inteiras, pais, mães, filhos, crianças de colo, e não era a Disney; não havia uma programação paralela para as idades, eram todos envolvidos num mesmo ambiente, o mesmo Espírito para todas as idades, o mesmo vento soprando sobre todas as faces”, disse o cantor.

Cavalcante observou que “não havia uma preocupação de alguém querer ter a sua vez, ou sua hora de brilhar”.

“Não tinha esse anseio, tinha um outro brilho tão forte, tão palpável, que a maior tarefa estava sendo conservá-lo ali, aceso, brilhante e real”, explicou.


“O avivamento de Asbury é um encorajamento para as nações”

Para André Aquino, o avivamento de Asbury é um encorajamento para as nações buscarem o Senhor.

“Comece a ser radical na sua busca, seja radical na sua santidade. O derramar naquele lugar está incentivando pessoas a começarem reuniões de oração e de adoração. Porque é sobre isso que diz o fim dos tempos, sobre uma igreja que, junto ao Espírito Santo, vai clamar: 'Maranata, vem Senhor Jesus’”, concluiu.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Universidade de Asbury: como foi o avivamento de 1970 que se repete hoje

Há 50 anos, o campus da Asbury era tomado pela presença de Deus, levando 2 mil equipes de estudantes a sair e pregar em todo os EUA.

FONTE: REVISTA IMPACTO, ASBURY UNIVERSITY E MESSIAH MISSIONS

Há 50 anos, o campus da Asbury foi tomado pelo mover de Deus. (Foto: Reprodução/YouTube/Epworth League/Instagram/Allen Hood).

Neste exato momento, a Asbury University, uma pequena universidade cristã na zona rural de Kentucky nos Estados Unidos, está vivendo um avivamento com um culto que já dura mais de 144 horas, com adoração e oração 24 horas ininterruptas.

A chama que se acendeu entre alunos, professores, líderes e visitantes na cidade de Wilmore, já pousou sobre a universidade em 1970, em uma época de agitação política e social nos EUA, de acordo com o site da Asbury.

No dia 3 de fevereiro de 1970, acontecia mais um culto regular das 10h na capela Hughes Auditorium.

Segundo a Revista Impasto, o reitor Custer B. Reynolds, que estava escalado para pregar, anunciou que Deus o estava guiando para não ministrar naquele dia e dar oportunidade para os estudantes testemunharem.

Assim, durante vinte minutos, alguns alunos se levantaram e falaram o que Deus havia feito em suas vidas e as experiências que estavam tendo com Ele.

Há 50 anos, o campus da Asbury foi tomado pelo mover de Deus. (Foto: Reprodução/YouTube/Epworth League).

Quando o culto estava pela metade, o Espírito Santo começou a se mover na capela. Um aluno levantou de repente e declarou que estava aceitando Jesus como seu Senhor e Salvador naquele momento, surpreendendo a todos.

O jovem era conhecido no campus por não ter uma vida cristã exemplar e por diversas vezes quase foi expulso da escola. Ele testemunhou que há três dias não sabia porque havia ido para a Asbury University até ouvir sobre Jesus por colegas em seu dormitório.

Confissão pública de pecados

Logo depois, a capela foi tomada pela presença de Deus e uma multidão de universitários fizeram fila para também testemunharem no altar sobre a transformação que estavam vivendo em Cristo.

Antes do fim do culto, um professor foi guiado pelo Espírito a fazer um apelo por arrependimento. Sem precisar reforçar o convite, duzentos estudantes levantaram e se ajoelharam em frente ao altar, quebrantados.

Há 50 anos, o campus da Asbury foi tomado pelo mover de Deus. (Foto: Reprodução/YouTube/Epworth League).

Constrangidos pela presença palpável de Deus, muitos confessaram pecados publicamente e se reconciliaram com o Pai.

Alunos e professores se viram contritos, chorando, orando e louvando. Alguns deles procuraram pessoas que haviam ofendido, pediram perdão e se reconciliaram.

Culto de 185 horas

O culto, que deveria durar 50 minutos, continuou por 185 horas nos sete dias seguintes, sem interrupção. Naquela semana, as aulas da universidade foram canceladas e uma multidão se reuniu no Hughes Auditorium para adorar ao Senhor e testemunhar.

"Quando você entrava na parte de trás do Hughes Auditorium, havia uma espécie de aura, uma espécie de brilho sobre a capela", relatou David Hunt, um médico de Louisville que era estudante na época, ao Messiah Missions.

Há 50 anos, o campus da Asbury foi tomado pelo mover de Deus. (Foto: Reprodução/YouTube/Epworth League).

As notícias sobre o avivamento em Asbury logo ganharam as manchetes de jornais, rádios e canais de TV. Pessoas de outros estados e até mesmo do Canadá viajaram até a universidade para testemunharem com seus próprios olhar o mover de Deus.

O avivamento continuou pelos 50 dias seguintes, com uma multidão de pessoas aceitando Jesus e confessando seus pecados. Os encontros eram liderados pelos professores, como Reynolds e Clarence Hunter.

“Jesus entrou no Hughes Auditorium”

Há 50 anos, o campus da Asbury foi tomado pelo mover de Deus. (Foto: Reprodução/YouTube/Epworth League).

Durante uma entrevista, um repórter pediu a Kinlaw, presidente da Universidade de Asbury na época, que explicasse o movimento que acontecia no campus.

“Eu disse: 'Bem, você pode não entender isso, mas a única maneira que conheço para explicar isso é que na manhã da última terça-feira, por volta das 10h40, o Senhor Jesus entrou no Hughes Auditorium, e Ele está lá desde então, e você tem toda a comunidade prestando homenagem à sua presença'”, lembrou Kinlaw, ao Messiah Missions.

“Ficou muito quieto”, disse Kinlaw, rindo ao se lembrar da resposta que deu ao repórter.

A chama se espalhou por todo os EUA

Com a notícia do avivamento se espalhando, a Universidade de Asbury começou a receber ligações, pedindo que os estudantes fossem a igrejas e a outras faculdades compartilhar o que Deus estava fazendo em Wilmore.

Foi assim que 2 mil equipes, formadas por universitários, saíram para testemunhar sobre o avivamento em pelo menos 130 universidades e também em igrejas, espalhando o mover do Espírito Santo por todo o país, conforme o site da Asbury.

Há 50 anos, o campus da Asbury foi tomado pelo mover de Deus. (Foto: Reprodução/YouTube/Epworth League).

Nas décadas seguintes, a Universidade de Asbury foi tingida por outros avivamentos que varreram o campus e impactaram outros lugares dos EUA.

Agora, em fevereiro de 2023, a história se repete no mesmo lugar. A geração atual de estudantes da Asbury está reunida no Hughes Auditorium, experimentando o mover que eles tanto ouviram os ex-estudantes relatar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

“Muitos atletas estão debaixo dos escombros”, diz o jogador Souza após terremoto

O jogador mora em Istambul e conta que perdeu um casal de amigos que morava em Hatay. “Somente o filho deles sobreviveu”, disse.

FONTE: GUIAME, CRIS BELONI


Souza ajudando sobreviventes após terremoto na Turquia. (Foto: Arquivo pessoal do jogador)

Uma semana depois do terremoto na Síria e na Turquia, que já deixou mais de 36.000 mortos, ainda há muitas pessoas debaixo dos escombros.

De acordo com a ONU, a partir de agora, a tendência é que a busca por sobreviventes esteja chegando ao fim. “O foco deve ser garantir abrigo e condições básicas aos sobreviventes e desabrigados”, disse a organização.

“Tem muitos jogadores de futebol embaixo dos escombros, um deles é meu amigo”, disse o volante Josef de Souza Dias. Souza mora em Istambul, na Turquia, desde 2015, e joga pelo time turco Besiktas. Anteriormente, ele jogou pelo Vasco, Grêmio e São Paulo.

Em entrevista exclusiva ao Guiame, ele conta que as regiões atingidas pelo forte abalo não estavam nem um pouco preparadas.

“Eles esperavam um terremoto em Istambul, por isso, estavam destruindo apartamentos velhos e construindo novos prédios”, disse ao citar as novas estruturas capazes de resistir a terremotos.

‘A Turquia não estava preparada’

O jogador explica que a Turquia não estava preparada para um terremoto dessa magnitude. O abalo de 7,6 na escala Richter derrubou milhares de edifícios na área que se estende de Aleppo e Hamã, na Síria, até Diyarbakir, na Turquia.

Só na Turquia, mais de 5.600 prédios foram destruídos, de acordo com informações de autoridades do país. Hospitais também foram atingidos — uma unidade de saúde inteira caiu na cidade de Iskenderun.

Esse foi o pior terremoto desde 1939 na região, muito propensa ao fenômeno por ser uma área de encontro de placas tectônicas. Até agora, cerca de 1.500 réplicas foram registradas após o primeiro tremor.

Casal de amigos de Souza que morreu no terremoto deixando o filho órfão. (Foto: Arquivo pessoal do jogador)

“Faremos de tudo para ajudar”

Já com algumas notícias sobre as pessoas que estão sendo retiradas dos escombros, Souza lamenta a perda de um casal de amigos. “Ele e a esposa morreram e somente o filho sobreviveu", lamentou.

Vamos fazer de tudo para ajudar essa criança, pois a cidade onde a família vivia está acabada”, continuou.

O jogador observa que agora há poucas chances de sobrevivência para as pessoas que serão encontradas: “A temperatura chega a menos 10 graus na madrugada”.

Ao contar que há tendas sendo preparadas pelo governo para abrigar os sobreviventes, Souza reflete sobre a cena que se pode ver agora. “Está tudo acabado e antes Hatay era uma cidade linda, um lugar histórico”, mencionou.

“Oramos pelos sobreviventes. As pessoas que perderam suas casas estão desabrigadas. É um cenário muito triste”, ele disse.

O jogador se mobilizou para fazer o que pode: “Já fui doar sangue e ajudei a embalar as coisas que vamos enviar para os sobreviventes”.

Souza doando sangue para ajudar os sobreviventes. (Foto: Arquivo pessoal do jogador)

‘Construções históricas foram perdidas’

Souza, que é cristão e frequenta a igreja Bola de Neve, na Turquia, lembra que na cidade turca de Hatay — um dos locais mais atingidos pelo terremoto — estava a construção histórica de um dos primeiros templos cristãos.

A Igreja dos Santos Apóstolos foi descoberta pelo turco Mehmet Keles, enquanto tentava plantar uma muda de laranjeira em seu jardim. Ele também encontrou mosaicos com figuras de animais, túmulos de pedra e restos de ossos.

Em escavações recentes, os arqueólogos encontraram mosaicos na região, incluindo um com a figura de pavão e uma inscrição em que um escravo agradeceu a Deus após ser libertado.

Não há imagens, mas possivelmente depois do terremoto, essa construção também tenha sido derrubada. A cidade, que costumava movimentar muitos turistas locais e estrangeiros, estava recebendo visitantes ao “museu a céu aberto”, no ano passado.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

“Vergonha”, diz Franklin Graham após igreja aprovar bênção para casamento gay

O pastor fez uma mensagem reprovando a decisão da Igreja da Inglaterra, que abençoa casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO NPR

O Pr. Franklin Graham foi ao Twitter se manifestar contra a decisão da Igreja da Inglaterra. (Foto: Franklin Graham)

Franklin Graham usou seu Twitter para se manifestar sobre a decisão da Igreja da Inglaterra de oferecer bênçãos a casais do mesmo sexo. A deliberação saiu na quinta-feira (10), após dois dias de intensos debates sobre o tema.

Apesar da decisão, os membros do clero podem optar por não usar as orações, e a igreja manterá a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, segundo informa a NPR.

Em sua longa mensagem para os padrões do Twitter, Graham chama a atitude da Igreja da Inglaterra de abençoar o casamento gay de “vergonha, vergonha, vergonha”. Antes, ele discorre sobre o que a Bíblia diz:

“O pecado é a desobediência à Palavra de Deus. A Bíblia também chama isso de ilegalidade. Quando o primeiro homem e a primeira mulher desobedeceram a Deus, o pecado entrou no mundo e infectou toda a raça humana como um câncer na alma”, escreveu.

Julgar a humanidade

O pastor diz que contra isso, Deus enviou Seu Filho que pagou o preço pelos nossos pecados. “Ele levou nossos pecados à cruz onde morreu e derramou Seu sangue por nossos pecados”.

Ele fala ainda da ressurreição de Jesus e que Ele virá como um juiz, para julgar toda a humanidade. “A Bíblia nos diz que se nos arrependermos de nossos pecados e nos voltarmos para o Senhor Jesus Cristo pela fé, seremos salvos”.

Em seguida, Graham condena a decisão a Igreja da Inglaterra sobre abençoar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“Eles usam 1 João 4:16 para defender este decreto ilegal: ‘Deus é amor, e aqueles que permanecem no amor permanecem em Deus, e Deus neles’. Eles estão interpretando que amor = sexo e amor dá licença para fazer sexo com quem eles dizem que amam. Não é isso que Deus ensina. A Igreja da Inglaterra está abençoando o pecado. Ao fazer isso, eles estão tentando anular a obra expiatória de Cristo na cruz. Vergonha, vergonha, vergonha”.

Gênero neutro

Esta semana foi anunciado que a Igreja da Inglaterra está considerando se deve parar de se referir a Deus como “ele”, depois que líderes pediram permissão ao sínodo para usar termos neutros em relação ao gênero.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a igreja pretende lançar uma nova reunião sobre o assunto na primavera. Quaisquer possíveis alterações, que marcam um afastamento dos ensinamentos tradicionais, devem ser aprovadas pelo sínodo, o órgão de decisão da Igreja.

Michael Ipgrave, Bispo da cidade Lichfield e vice-presidente da comissão litúrgica responsável pelo assunto, disse que a igreja tem “explorado o uso da linguagem de gênero em relação a Deus por vários anos”.

Votação

A votação sobre a bênção à união entre pessoas do mesmo sexo aconteceu durante uma reunião do Sínodo Geral, órgão governante da Igreja, onde a abordagem de compromisso foi avaliada de diversas formas, sendo descrita como um progresso, um compromisso fraco ou um equívoco completo.

"Eu sei que o que propusemos como um caminho a seguir não vai longe o suficiente para muitos, mas muito longe para outros", disse a bispa de Londres, Sarah Mullally, que supervisionou o desenvolvimento das propostas. E, acrescentou, “este é um momento de esperança para a Igreja”.

Segundo a NPR, o texto da moção adotada começa com um reconhecimento absoluto, já que os membros do sínodo disseram que "lamentam e se arrependem" do dano histórico causado às pessoas LGBTQI+ pela Igreja da Inglaterra, em seu fracasso em recebê-los.

Casais do mesmo sexo ainda não poderão se casar na igreja, mas podem “vir à igreja após um casamento civil ou parceria civil para agradecer, dedicar seu relacionamento a Deus e receber a bênção de Deus”, de acordo com a medida.

A votação do Sínodo Geral da Igreja ocorreu após um momento de silêncio e oração.

Os participantes do debate, vindos de todos os lados da questão, apresentaram várias crenças teológicas e sociais. O debate destacou as complexidades não apenas de conciliar o aspecto humano com o divino, mas também de uma instituição centenária acompanhar as mudanças nas normas sociais. Isso é feito de uma forma que represente a diversidade de seus membros, tanto dentro quanto fora do Reino Unido.

"A Igreja continua a ter profundas diferenças sobre essas questões que atingem o cerne de nossa identidade humana", disseram o arcebispo de Canterbury Justin Welby e o arcebispo de York Stephen Cottrell em um comunicado conjunto.

Haverá resistências

De acordo com Busola Sodeinde, comissária da Igreja da Inglaterra em Londres, ao permitir a bênção de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, a igreja pode enfrentar "injustiça racial, desunião e segregação racial" entre suas paróquias. Busola é originária de Leeds, mas também viveu na Nigéria, onde sua família tem suas raízes.

Sodeinde alertou que a decisão do sínodo pode levar a um êxodo de igrejas na África e na Ásia, onde as opiniões sobre as uniões do mesmo sexo podem ser muito diferentes das opiniões predominantes no Reino Unido.

“O problema é que há uma arrogância, que reconheço que pode não ser intencional”, disse Sodeinde, “do colonialismo de uma época, que insiste que a cultura ocidental é progressiva, enquanto vozes dissidentes na África e em todos os outros lugares são silenciadas – somos ignorados."

Em oposição a esta questão estava Vicky Brett, de Peterborough, no leste da Inglaterra. Usando a metáfora de multidões sendo convidadas a se sentar à mesa de Deus, Brett questionou o sínodo: "Você tem algum negócio riscando pessoas da lista de convidados ou interferindo nas boas-vindas de Deus?"

"Se você acha que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é errado", disse Brett à reunião, "não se case com alguém do mesmo sexo que você".

Continuação dos debates

Os líderes da Igreja lembraram sobre o esforço de anos necessário para chegar à votação realizada na quinta-feira. Embora celebrem o momento, eles também buscam a unidade.

“Pela primeira vez, a Igreja da Inglaterra receberá publicamente, sem reservas e com alegria, casais do mesmo sexo na igreja”, disseram os arcebispos Welby e Cottrell.

Eles pediram um novo começo e uma continuação do debate ponderado.

“Acima de tudo, continuamos a orar, como o próprio Jesus, pela unidade de sua Igreja e para que nos amemos uns aos outros”, disseram os arcebispos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Filme mostra a conversão do boxeador George Foreman a Jesus Cristo

“Big George Foreman” vai contar a trajetória do atleta no ringue até ele se tornar um pregador.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CBN NEWS

“Big George Foreman” vai contar a trajetória do atleta até ele se tornar um pregador. (Foto: Reprodução/YouTube/Sony Pictures Entertainment).

A conversão do famoso boxeador George Foreman a Jesus será mostrada em um novo filme, que vai contar a trajetória do atleta no ringue até ele se tornar um pregador.

Segundo a Variety, em “Big George Foreman: The Miraculous Story of the Once and Future Heavyweight Champion of the World”, o público verá a carreira de sucesso de Foreman no box e suas conquistas, incluindo o ouro olímpico nos Jogos da Cidade do México em 1968 e sua corrida como campeão mundial dos pesos pesados.

Após perder uma partida contra Jimmy Young em 1977, o boxeador teve um encontro sobrenatural com Deus no camarim e viveu uma transformação, conforme a CBN News.

Sentindo que estava morrendo por dentro, George ouviu uma voz lhe dizer: "Não quero o seu dinheiro. Quero você!".

Naquele momento, o boxeador lutou uma batalha espiritual em sua mente. Tocado pelo Espírito Santo, ele gritou: “Jesus Cristo está ganhando vida em mim!”.

Depois da experiência, ele largou a carreira no boxe, deixou toda a raiva de lado e buscou ao Senhor.

Em 1978, George Foreman foi ordenado ministro e, três anos depois, fundou a Igreja do Senhor Jesus Cristo e um centro para jovens, nos Estados Unidos.

Hoje, com 73 anos, o ex-boxeador é um empresário de sucesso, autor e está no Hall da Fama do Boxe Mundial.

O filme que conta sua história é dirigido por George Tillman Jr e o elenco inclui Forest Whitaker, Jasmine Mathews, Sullivan Jones, Lawrence Gilliard Jr., John Magaro e Sonja Sohn.

“Big George Foreman” será lançado nos cinemas dos EUA em 28 de abril. Ainda não há previsão para exibição no Brasil.

Assista ao trailer:

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Pedra atinge casa e mulher escapa por milagre: “Deus estava comigo”

Uma pedra de 1m50 invadiu a casa de Caroline Sasaki em alta velocidade e quase a atingiu.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE FAITHWIRE

Uma pedra de 1m50 invadiu a casa de Caroline Sasaki em alta velocidade e quase a atingiu. (Foto: Reprodução/YouTube/Hawaii News Now).

Uma mulher no Havaí está testemunhando o grande livramento recebido após uma pedra de um metro e meio invadir sua casa em alta velocidade e quase a atingir, na semana passada.

Uma câmera registrou o acidente impressionante. Caroline Sasaki estava andando pela casa quando a pedra atravessou uma das paredes e rolou para dentro da residência, espalhando detritos para todos os lados.

De acordo com a emissora local WLS-TV, Caroline estava andando em direção ao lugar onde a pedra passou e não foi atingida por questão de segundos.

“Eu ouvi o estrondo alto e, aparentemente, a pedra passou bem na minha frente. Eu não vi”, contou ela à WLS-TV.

“Basicamente, estou em choque. Eu me recuso a ver o vídeo. Todo mundo está me dizendo que tenho sorte”.

Nenhuma das quatro pessoas que estavam dentro da casa no momento do acidente ficaram feridas. “Deus está comigo", testemunhou Caroline.

A pedra, de cerca de 1300 kg, causou danos na casa. Ela arrancou portas de vidro e atingiu o carro da família, estacionado no pátio.

A causa da entrada da pedra na residência ainda é desconhecida e está sendo investigada pelas autoridades locais.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Golpe em Mianmar: cristãos não deixam de orar em meio à guerra

A fim de sobreviver, diversos cristãos se arriscam ao voltar a morar em zonas de conflito


Fonte: Portas Abertas


Apesar de todas as dificuldades causadas pela guerra, cristãos em Mianmar não deixam de orar

A guerra entre os militares e os grupos da Força de Defesa do Povo (PDF, da sigla em inglês) tem tornado a vida extremamente difícil para os civis em Mianmar. Cristãos no país sofrem ainda mais devido à discriminação preexistente e o contínuo sentimento anticristão. Diversas famílias cristãs que moram em vilas que estão em zonas de guerra tentaram se mudar para locais mais pacíficos. Entretanto, acabaram voltando para a própria vila e vivendo no mesmo ambiente inseguro de antes devido aos muitos desafios encontrados no novo local.

Parceiros da Portas Abertas se encontraram e ajudaram Esther, uma cristã de 30 anos e mãe de um filho de cinco anos. Ela é uma das cristãs que decidiu voltar a viver com a família em uma área onde bombardeios e incêndios são frequentes. “Nós temos uma casa em nossa vila, mas estávamos com medo dos bombardeios. Meu marido e eu fugimos com nosso filho para uma vila mais segura. Nossos pais migraram para lá alguns meses antes, portanto pensamos em nos estabelecer perto deles”, compartilha.

Ela compartilhar mais: “Entretanto, na nova vila, nossa vida ficou muito difícil. Não tínhamos emprego, nem qualquer maneira de conseguir uma refeição básica para nossa família. Todo dia, meu marido saía para procurar trabalho com salário diário. Às vezes, encontrava, outras vezes, voltava para casa de mãos vazias. Quando ganhava, o máximo que trazia era pouco mais de um dólar, o que não era suficiente nem para conseguir uma refeição decente para o dia, já que tudo ficou mais caro por causa da guerra. Tentamos ficar lá por um tempo, mas temos um filho para cuidar e os ganhos não seriam suficientes para prover as necessidades da família. Então decidimos voltar para casa”.

De volta ao mesmo local


Esther voltou com o marido e o filho para a antiga vila, mesmo essa ficando em meio à zona de conflito (imagem representativa)

Esther explica: “Nós voltamos para viver com outras famílias que, como nós, não conseguiram se estabelecer em outro lugar. Construímos abrigos antibombas para nos proteger e tentamos sair de casa o mínimo possível. Ainda hoje, a ameaça de ataques é iminente, mas pelo menos, ganhamos o suficiente para nos alimentar. Meu marido tem mais oportunidades de trabalho em nossa vila. Ele é pago três vezes mais pelo mesmo tipo de trabalho que fazia no local para onde fugimos. Eu também trabalho para contribuir nas despesas domésticas dando aulas para crianças pequenas”. Apesar de muitas famílias não poderem pagar pelas aulas, Esther conhece as dificuldades financeiras das pessoas e ensina as crianças mesmo assim.

“Agora que voltamos à zona de guerra, sabemos que podemos sobreviver ou morrer nos bombardeiros. Mas não paramos de pedir ao Senhor por proteção. Sei que estamos mais seguros quando conhecemos o Senhor e podemos orar por proteção a qualquer momento. Ele é gracioso e nos preservou até agora”, ela fala. Mas ainda há muitas coisas desafiadoras. Esther compartilha que sempre que o filho ouve o som de bombas e tiros, corre até ela para que o proteja. “Às vezes, me sinto tão inútil! Recentemente, houve uma explosão perto da minha casa. Ela não afetou nossa casa, mas então vi meu filho dormindo profundamente na cama. Não consegui deixar de chorar baixinho, pensando no que poderia ter acontecido se aquela bomba caísse sobre minha casa.”

Além disso, Esther abre o coração contando que desejava ter outro bebê, mas por causa da situação precisam ser vigilantes. Eles devem estar prontos para fugir até um local seguro a qualquer momento, portanto, tirou o bebê dos planos por algum tempo.

Confiança nos planos de Deus

A Portas Abertas forneceu à família alguns porcos para auxiliar na renda

Esther compartilhou mais: “Eu nunca falei sobre isso, mas às vezes, questiono Deus sobre essa situação. Mas sei que ele tem planos. Creio que ele tem nos tornado mais humildes e dependentes dele em meio a tudo isso”.

Esther fala ainda sobre o encontro com parceiros da Portas Abetas: “Sou muito grata a Deus e aos parceiros da Portas Abertas. Ano passado, não tínhamos comida e eles nos deram cestas básicas. Também nos ajudaram com uma forma de sobreviver ao fornecer dez porquinhos para criarmos, vendermos e ter alguma renda”.

Entretanto, ela conta ter ficado arrasada quando sete porquinhos morreram por causa da fumaça dos bombardeios próximos aonde moram. Quando isso aconteceu, todas as esperanças dela foram destruídas. Ela ficou muito deprimida. “Minha mãe veio me encorajar. Ela trouxe alguns pacotes de açúcar e latas de leite. Eu chorei como um bebê nos braços dela”, disse.

Agora, com apenas três porcos, ela tenta ajudá-los a sobreviver, o que é muito difícil já que às vezes não tem nem mesmo comida suficiente para eles. Ela compartilha sua preocupação: “Orem por nós enquanto passamos por diferentes tipos de dificuldades. Quando a PDF ataca o exército, os militares revidam. Em todos os incêndios e bombardeios, nós, civis, somos muito afetados. Recentemente, em um dos bombardeios, uma pessoa que vive perto da minha casa perdeu o braço”, explica.

Cristãos em Mianmar, como Esther, continuam enfrentando circunstâncias muito difíceis em meio à guerra. Entretanto, eles ainda se agarram à fé e não param de orar. Parceiros da Portas Abertas se encontram com eles, os encorajam e apoiam por meio de ajuda prática e cuidados pós-trauma.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

“A perseguição é bíblica e vai chegar a todo cristão”, lembra pastor mexicano

Jaime, que esteve em visita ao Brasil, disse que a Igreja precisa aproveitar sua liberdade e pregar o amor de Jesus.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE PORTAS ABERTAS

Cristãos são perseguidos no México por causa de sua fé em Jesus. (Foto representativa: Portas Abertas)

O pastor Jaime Canales (nome fictício por razões de segurança) é um mexicano que sabe exatamente como é ser perseguido por causa de sua fé. Em seu país, que ocupa o 38º lugar na Lista Mundial da Perseguição deste ano, a Igreja tem sido cada vez mais ameaçada pelo crime organizado.

No México, os cristãos enfrentam a corrupção e a intolerância secular. Quem segue a Cristo é visto como uma pessoa fanática. Nas comunidades indígenas, quem decide abandonar as crenças religiosas da comunidade enfrenta rejeição e punição na forma de multas, encarceramento ou deslocamento forçado.

Em visita ao Brasil, o pastor deu uma entrevista à Portas Abertas, onde fez alguns alertas aos brasileiros: “A perseguição é bíblica e vai chegar a todo cristão piedoso. Mas até que ela chegue, aproveite a sua liberdade para pregar o amor de Jesus, em tempo e fora de tempo”.

“Aproveite para orar e apoiar o cristão perseguido pelo mundo. Ore por nós, para que sejamos fortalecidos e continuemos a nossa missão de levar o amor de Deus em nossas localidades, comunidades e países”, disse.

Suportando as aflições

O pastor Jaime disse que já foi preso por sua comunidade e que depois teve que fugir com a família para não ser morto: “No início do meu ministério, comecei a pregar e 10 famílias se converteram. Quando a liderança da comunidade percebeu o crescimento do Evangelho, a perseguição começou e as ameaças também”.

“Primeiro foram advertências: Você pode perder suas terras, ser proibido de comprar e vender na comunidade, seus filhos podem ser proibidos de frequentar a nossa escola”, lembrou.

O pastor continuou pregando e foi preso por três dias como punição. “Eles disseram que era para eu colocar a cabeça no lugar e renegar a minha fé em Jesus Cristo e nesse Evangelho que eu pregava”, disse.

“Saindo da prisão, continuei a pregar e ensinar a comunidade sobre o amor de Deus”, disse ao revelar que por isso perdeu o direito de trabalhar naquelas terras e os filhos não puderam mais frequentar a escola.

Jaime foi preso pela segunda vez e 8 das 10 famílias que haviam se convertido voltaram às práticas da antiga religião, negando a Jesus e abandonando a fé cristã. Mesmo assim, o pastor disse que via o poder e a providência de Deus em sua vida e na comunidade.

Cristãos mexicanos participam de culto após serem expulsos de suas comunidades. (Foto: Portas Abertas)

Coragem para seguir em frente

Diante dessas ameaças e proibições, o pastor perguntou à esposa se ela queria continuar vivendo com tantas restrições. “Eu quero que você continue pregando e vamos continuar falando do amor de Jesus à nossa comunidade”, ela respondeu.

“Ao sair da prisão pela segunda vez, subi ao monte e fiz 40 dias de oração e jejum. Meu corpo saiu enfraquecido, mas meu espírito estava fortalecido no Senhor e continuei pregando, sempre confiando em Deus”, relatou.

“Procurei a justiça institucional para buscar por minha liberdade, uma vez que o México é um país livre para adorar a Deus. Ganhei em todas as instâncias e recebi um documento que me dava o direito de pregar o Evangelho. Mas a minha comunidade não aceitou, alegando que o governo não mandava ali e que o povo que ditava as regras”, resumiu.

‘Um verdadeiro martírio’

Depois disso, o pastor conta que enfrentou a comunidade enfurecida em frente à sua casa, armada de paus, pedras e facões. “Toda a minha família, minha mãe e irmã estavam em casa. A multidão invadiu com violência”, lembrou.

“Agrediram minha irmã e meus filhos assustados gritavam. Eu pensava que poderia fazer algo e defender a mim e à minha família. Mas Deus falou que a vingança era Dele”, contou.

“E eu disse aos agressores: vocês vieram me buscar, estou aqui, deixe a minha família e eu vou com vocês. E me levaram para a prisão, onde fiquei por 5 dias. Um verdadeiro martírio”, compartilhou.

‘É preciso ser forte para não negar a Cristo’

“É muito triste, desolador e desesperador você perder tudo o que tem e sua identidade, sem entender muito bem que a sua identidade real está firmada em Jesus. Muitas comunidades pressionam, perseguem e expulsam os cristãos de suas terras, renegando-os ao descaso, fome, frio e desesperança”, o pastor resumiu a situação dos cristãos no México.

“Foi o que aconteceu comigo”, contou ao reforçar que é preciso ser forte para não negar a Cristo. “Para mim, uma das cenas mais tristes foi ver membros das oito famílias que renegaram a sua fé, segurando cartazes que diziam: fora, cristãos”, recordou.

Depois de expulsos, o pastor e sua família fugiram para outra comunidade onde foram acolhidos. “A igreja nos deu um terreno e nos ajudou a construir nossa casa. Essa comunidade é apoiada pela Portas Abertas, que nos ajudou espiritualmente e financeiramente e pude abrir uma cozinha que vende e doa alimentos à comunidade”, explicou.

Atualmente, o pastor Jaime trabalha como pastor em tempo integral e recebe cristãos que também foram expulsos de sua comunidade, oferecendo apoio psicossocial e espiritual.