quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Jogadora fica fora de partida por não usar camisa LGBT: “Comprometida com minha fé”

Jaelene Daniels chegou a recusar uma oferta para jogar na seleção dos EUA em 2017 por ter que usar camisas do orgulho gay.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA FOX NEWS


Jaelene Hinkle jogando pelo NC Courage, em 2017. (Foto: BDZ Sports/Wikimedia Commons)

Jaelene Daniels, zagueira da Liga Nacional de Futebol Feminino, dos EUA, não participou de um jogo na noite de sexta-feira (29) depois de se recusar a usar a camisa do orgulho gay.

Um porta-voz do time, o North Carolina Courage, disse à mídia antes do início do jogo que Jaelene, de 29 anos, não estaria em campo para a partida de sexta-feira contra o Washington Spirit devido à sua decisão de não usar as camisas LGBT.

“Jaelene não será escalada esta noite, pois tomou a decisão de não usar nossa camisa do orgulho gay”, disse o comunicado do Courage, via ESPN. “Embora estejamos desapontados com a escolha dela, respeitamos seu direito de tomar essa decisão por si mesma.”

“Estamos empolgados em celebrar a comunidade LGBTQIA+ com nossos fãs, jogadores e funcionários hoje à noite e estamos ansiosos para sediar nosso primeiro Festival do Orgulho antes do início da partida”.

Jaelene, que assinou um contrato de um ano com o Courage em dezembro, havia recusado uma oferta para jogar pela seleção feminina dos EUA em 2017 depois de se negar a usar as camisas do orgulho gay, de acordo com a Sports Illustrated.

Our prematch and warmup tops today 💙🏳️‍🌈🏳️‍⚧️

Thank you to @TheFreshMarket for supporting us on Pride Night (and always) and for your valued partnership with the club! #CourageUnitesUs | #ThisIsTheFreshMarket pic.twitter.com/89Fg7YgF5j— NC Courage (@TheNCCourage) July 29, 2022

Por causa disso, o Courage enfrentou duras críticas quando anunciou sua contratação e divulgou uma nota.

“A decisão de renovar com a Jaelene não foi tomada de forma leve e incluiu conversas significativas entre a liderança da organização e Jaelene”, afirmou a carta aberta aos fãs, via ESPN. “A prioridade que foi falada nessas conversas é a segurança das nossas jogadoras e a manutenção de um espaço inclusivo e respeitoso para toda a equipe”.

Jaelene mais tarde divulgou sua própria declaração, abordando a controvérsia nas mídias sociais.

“Continuo comprometida com a minha fé e meu desejo de que as pessoas saibam que meu amor por elas não é baseado em seu sistema de crenças ou sexualidade”, escreveu ela. “Eu oro e acredito firmemente que minhas companheiras de equipe sabem o quanto eu as aprecio, as respeito e as amo”.

Jaelene ainda não comentou o incidente de sexta-feira.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Escavações arqueológicas são iniciadas onde se acredita estar o túmulo de Josué

Timnath-heres ou Timnath-serah é uma cidade que, segundo o Livro de Josué, foi dada ao sucessor de Moisés.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO JPOST

Kh. Tibneh, na região montanhosa de Efraim, é identificado como Timnath Serah - 
o local de sepultamento de Josué de acordo com a Bíblia. (Captura de tela/BibleWalks)

O local onde se acredita ser o túmulo de Josué recebe a primeira escavação arqueológica, informa o Jerusalem Post. O Khirbet Tibnah está localizado em uma colina no sudoeste da região de Samaria, a leste de Shoham, perto de Halamish.

Segundo especialistas, o local foi povoado desde a Idade do Bronze até o início do período otomano.

Os arqueólogos começaram a cavar em Khirbet Tibnah, na Cisjordânia, onde os humanos se estabeleceram por cerca de 4.000 anos. Acredita-se que Josué tenha vivido ali, onde possivelmente seu corpo esteja enterrado, anunciou o projeto de escavação na segunda-feira (25).

Liderada pelos Dr. Dvir Raviv e Dr. Avraham Tendler, a escavação conta com estudantes do Departamento de Estudos e Arqueologia da Terra de Israel de Bar-Ilan, juntamente com voluntários de Israel e do exterior.

Identificado como Timnath-heres ou Timnath-serah, uma cidade que, segundo o Livro de Josué, foi dada ao sucessor de Moisés. Acredita-se também que o túmulo de Calebe esteja no local.

O local, pesquisado em 1.800, é mencionado em vários documentos históricos. Remanescentes do período bíblico, do período hasmoneu, do período romano e do período otomano foram encontrados no local ao longo de 1.900.

Segundo informa o Jerusalem Post, um mapeamento detalhado do local foi realizado por Raviv em 2015, esboçando os túmulos, coletando fragmentos de cerâmica e documentando vários restos e cavernas funerárias, mostrando provas da existência de um assentamento judaico na área no passado.

‘Descoberta rara’

Enquanto as pesquisas são realizadas na superfície, esta é a primeira escavação arqueológica em Khirbet Tibnah.

Durante os preparativos e pesquisas realizadas na semana passada, no topo da colina os arqueólogos encontraram vários artefatos, incluindo uma ponta de lança romana datada do século II dC. Ela tinha a ponta dobrada, indicando que provavelmente atingiu algo.

Entre as descobertas estava uma cabeça de dardo datada do século II dC. (Facebook/The Tel Timna Excavation Project)

"Talvez isso seja evidência de uma luta violenta. Neste ponto, só podemos supor", disse Raviv em um comunicado à imprensa do Bar-Ilan, acrescentando que a descoberta de uma arma romana é considerada rara em Israel.

"Normalmente, achados desse tipo são descobertos em cavernas de abrigos que foram usadas pelos rebeldes do exército romano. Na escavação atual, espero que possamos vincular o achado a uma presença militar romana ou à rebelião de Bar Kochba."

Outros artefatos

Outros objetos como uma cerâmica e 18 moedas também foram encontrados no local, com quatro das moedas preservadas o suficiente para permitir a identificação.

Uma das moedas é romana, datada de 58-59 dC, enquanto outra moeda, de prata e com figura de um leão estampada, é do período mameluco (1260-1277). A figura do leão é um símbolo do sultão mameluco Baibars.

"Esta área é a maior e mais acessível do gênero no espaço entre Jerusalém e Samaria. Além disso, é a capital de um distrito e foi um importante local fortificado durante muitos períodos", disse Raviv.

"Em geral, não é óbvio que um arqueólogo israelense vá escavar na Judeia e Samaria hoje em dia. Hoje são poucos os que o fazem."

"Meu objetivo neste projeto é entender o contorno arquitetônico do assentamento: ele é realmente fortificado como descrito nas fontes?", acrescentou o arqueólogo.

"Quem viveu lá no período pré-hasmoneu? O povoado se espalhou para além do topo do monte, em direção à encosta? Vamos descobrir nele itens que possam estar ligados à presença militar em diferentes períodos? Parece que [Khirbet] Tabna espera-se que produza descobertas significativas e interessantes", anima-se Raviv.

sábado, 30 de julho de 2022

Missionários são sequestrados por milícia russa na Ucrânia e ministério pede oração

Dez cristãos foram raptados, enquanto ajudavam a evacuar moradores de Berdyansk, cidade ocupada pelos russos.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CBN NEWS

É a segunda vez que os russos sequestram missionários da Orphan's Promise. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Reprodução/Orphan's Promise).

Missionários do ministério Orphan's Promise foram sequestrados por uma milícia russa em Berdyansk, na Ucrânia.

Dez cristãos, incluindo os trabalhadores humanitários, um motorista e um casal de idosos, que são pais de um pastor local, foram raptados, enquanto ajudavam a evacuar os moradores da cidade portuária, ocupada pelos russos.

"Por favor, ore por nossa equipe de Berdyansk. Esses grupos de milícias são conhecidos por sua crueldade, especialmente com os voluntários que ajudam os ucranianos. Por favor, ore pela proteção de Deus sobre eles e por sua ajuda em sua libertação", declarou Nataliya Khomyak, diretora da Orphan's Promise.

Segundo o fundador da organização, Terry Meeuwsen, ainda não se tem nenhuma informação sobre o paradeiro dos missionários.

“Não temos ideia de onde estão. Não sabemos se estão vivos. Não sabemos se estão sendo cuidados. Nós simplesmente não temos ideia. E ser bem tratado não tem sido a resposta tradicional dos russos”, afirmou ele.

O ministério americano, que cuida de órfãos na Ucrânia, possui um centro e uma casa em Berdyansk.

Se arriscando para salvar órfãos

Antes de serem raptados, os trabalhadores já haviam evacuado todas as crianças para outro país, em segurança.

Logo após, a equipe humanitária decidiu continuar no país para servir os ucranianos que permaneceram na cidade, distribuindo alimentos e ajudando de outras formas.

Terry relatou que os órfãos quase não sobreviveram durante a fuga da Ucrânia, ao serem parados por militares russos.

"Eles fizeram o motorista sair e se ajoelhar no chão ao lado do carro. Havia três caras russos. Dois deles discutiram pelo celular dele (do motorista). E o terceiro disse para a equipe: 'Levante-se, entre no seu carro e saia daqui'", contou o fundador.

E acrescentou: “Não é seguro lá e ainda assim tivemos muitos voluntários e funcionários que ficaram para ajudar as pessoas”.

Segundo sequestro na Ucrânia

É a segunda vez que as tropas russas sequestram trabalhadores humanitários da Orphan's Promise, desde o início da ocupação da Ucrânia.

Em fevereiro, uma missionária, chamada Valentina, foi raptada dentro de uma igreja na região de Mariupol, onde ela morava e estava ajudando a distribuir alimentos para ucranianos em abrigos antiaéreos.

De acordo com a CBN News, uma mulher que conhecia Valentina a entregou para as tropas russas, contando que ela estava ajudando os refugiados. Desde o sequestro, não há informações sobre o paradeiro da missionária.

O ministério Orphan's Promise, da rede de mídia cristã CBN (The Christian Broadcasting Network), tem ajudado milhares de pessoas na Ucrânia há anos, principalmente os órfãos, e permanece no país mesmo em meio a guerra.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Ator da Globo diz que sofre preconceito no meio artístico por ser cristão

Juliano é católico, defende valores cristãos e costuma fazer lives com reflexões religiosas através de sua página no Instagram.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA GLOBO E JOVEN PAN

Juliano Cazarré em participação no 'Mais Você'. (Foto: TV Globo/Captura de Tela)

O ator Juliano Cazarré, que atua na novela “Pantanal” da TV Globo, revelou que sofre preconceito nos bastidores por causa de suas crenças, durante uma participação no programa “Mais Você” na segunda-feira (25).

Juliano é católico, defende valores cristãos e costuma fazer lives com reflexões religiosas através de sua página no Instagram. Em entrevista a Ana Maria Braga, ele admitiu: “Não é uma caminhada fácil se assumir católico no meio artístico, as pessoas estranham muito. Eu levo umas pauladas de vez em quando.”

“Engraçado que quando eu voltei para igreja, já fazem vários anos, eu falei: ‘Que legal, eu tô voltando para a igreja do Brasil, vai ser muito bom, eu vou receber muito carinho’. Mas recebo cada paulada, também, cada pedrada”, se queixou Juliano.

O artista revelou que sua aproximação de Deus refletiu em seu casamento com Letícia Cazarré e sua visão sobre ter mais filhos. “A gente teve o Gaspar, foi se convertendo, e pensou: ‘É, vamos ter os filhos que Deus mandar’. Onde come um, come quatro, come cinco, vamos nessa”.

E observou: “Hoje em dia a gente ouve tanto o pessoal falando que a maternidade atrapalha a carreira e é difícil”. Hoje, Juliano e Letícia são pais de 5 filhos: Vicente, Inácio, Gaspar, Maria Madalena e Maria Guilhermina.

O ator falou ainda sobre as lives que promove nas redes sociais: “Quando a gente coloca o amor a Deus em primeiro lugar, seu amor pelo próximo aumenta. Quando você entende que tem algo maior que te ama, te entende, as coisas aqui na Terra começam a entrar no lugar”.

Acusado de “machista”

Na semana passada, Juliano Cazarré foi chamado de “machista” por alguns seguidores, por falar sobre a diferença dos papéis de pai e mãe durante uma live de reflexão religiosa.


O ator estava falando sobre José, pai de Jesus, e comentou: “Colo de pai e colo de mãe são diferentes. O colo da mãe é carinho, é aconchego. O colo do pai é proteção, é segurança. Nós precisamos ser fortes. Vai chegar o dia que sua esposa vai chegar em casa precisando chorar, e que ela tenha seu ombro para chorar. O que a gente vê hoje em dia é que a mulher chega em casa precisando desabafar e tem um outro chorando do lado dela: ‘Ai, amor, tomei uma fechada hoje na rua. Ai, meu patrão me destratou’. Às vezes, temos que engolir o nosso choro para que nossa família possa chorar”.

As declarações de Cazarré geraram críticas e o ator respondeu às acusações em uma live na quarta-feira passada (20), visivelmente irritado.

“Eu falei que quem tem só mãe não tem proteção? Eu falei mal das mulheres por acaso? É sempre essa frescura, por isso que está cheio de homem geleia. Falar bem dos pais não é falar mal das mães, burro. Quero ver você achar alguém que trate tão bem a mulher quanto eu trato. Eu sou o cara que está em casa com as crianças, estou aqui com quatro, aí você vem aqui na minha live dizer que sou machista?”, questionou.

Ele também destacou: “Isso não é ser machista, isso aqui é ser homem, que é o que não tem mais. Toda sociedade precisa de um equilíbrio entre masculino e feminino e gente assim, fresca, é o tipo de gente que faz mal para a mulher”.

segunda-feira, 25 de julho de 2022

“Programa nuclear do Irã avança a galope”, alerta chefe da agência da ONU

Até fevereiro de 2021, os iranianos alegaram que o nível de enriquecimento de urânio estava em 4,5%, porém, em 2022 chegou a 60%.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE THE TIMES OF ISRAEL

Ex-presidente do Irã, Hassan Rouhani e Ali Akbar Salehi, diretor da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), 
na Usina Nuclear de Bushehr. (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Mariano Grossi, fez um alerta sobre o programa nuclear do Irã, no dia 15 de julho: “Está avançando a galope e temos pouca visibilidade”.

A preocupação internacional é de que essa situação abra ainda mais o caminho para o Irã produzir uma bomba atômica.

Em entrevista ao El Pais da Espanha, Grossi disse que “o projeto nuclear de Teerã cresceu enormemente, muito além do que era em 2015”. Ele enfatizou que o crescimento não é apenas quantitativo, mas qualitativo, por conta dos níveis de enriquecimento de urânio.

O chefe do órgão de vigilância nuclear acrescentou: “Isso não implica que o Irã esteja fabricando uma arma nuclear, mas nenhum país que não tenha projetos bélicos enriquece nesse nível, em 60%”.

‘Material físsil suficiente para uma arma nuclear’

O Acordo Nuclear Iraniano de 2015 conta com esforços dos países envolvidos, mas vale lembrar que o compromisso encontra-se paralisado desde 2018, quando o ex-presidente Donald Trump retirou os EUA do acordo e restabeleceu sanções contra o Irã.

Em meio a essa paralisação em Viena, porém, o Irã aumentou seu enriquecimento de urânio com centrífugas novas e mais avançadas. De acordo com informações do AIEA, no mês passado, o Irã acumulou 43 quilos de urânio enriquecido com 60% de pureza, conforme citou o Times of Israel.

Grossi explica que eles estão a um pequeno passo para obter urânio com 90% de pureza. Especialistas em não proliferação alertam que é material físsil suficiente para uma arma nuclear se o Irã optar por isso.

No início desta semana, Kamal Kharazi, chefe do conselho estratégico de relações exteriores do Irã, disse à Al Jazeera que o país tem capacidade para fabricar armas nucleares.

O Ministério das Relações Exteriores de Teerã disse mais tarde que sua política nuclear não mudou e que ainda aderiu a um decreto religioso do líder supremo do Irã que proíbe armas de destruição em massa.

‘Situação complicada’

Grossi disse: “Estamos numa situação muito complicada porque o Irã não está apenas avançando de forma decisiva e rápida, mas está reduzindo a visibilidade da AIEA em todas essas áreas”.

No mês passado, o Irã removeu 27 câmeras de vigilância de instalações nucleares no país. Com isso, a AIEA disse que aumenta o risco de seus inspetores não conseguirem mais rastrear os avanços de Teerã.

Grossi disse que a medida representava um “sério desafio” aos seus esforços, alertando que seria incapaz de manter uma “continuidade de conhecimento” sobre o programa do Irã. “Isso seria um golpe fatal” para as negociações, disse ele.

‘Quebra cabeça difícil de montar’

O Irã exigiu que Washington remova o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica de uma lista negra de organizações terroristas, o que os EUA se recusaram a fazer.

“Acho que houve um acordo bastante sólido na parte nuclear, mas o que transparece claramente é que existem outras áreas, econômica, política, financeira, onde não há acordo”, observou Grossi.

“O resultado final é que estou em baixíssima visibilidade há quase cinco semanas, com um programa nuclear avançando a galope”, disse ao observar que se houver um acordo, será muito difícil de montar o quebra-cabeça de todo este período em que ficou sem saber de mais nada.

Para o especialista, talvez haja necessidade de alguns acordos específicos. Em junho, a AIEA censurou o Irã por sua falha em fornecer “informações confiáveis” sobre material nuclear fabricado por eles encontrado em três locais não declarados no país.

“As explicações fornecidas pelo Irã até agora foram insuficientes e, em alguns casos, tecnicamente não críveis”, disse também Grossi.

Programa nuclear para fins pacíficos?

O Irã insiste que seu programa é para fins pacíficos, embora especialistas da ONU e agências de inteligência ocidentais digam que o Irã tinha um programa nuclear militar organizado até 2003.

Quando o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou o acordo nuclear em 2018, isso desencadeou uma série de incidentes tensos em todo o Oriente Médio.

O Irã respondeu fortalecendo ainda mais seu trabalho nuclear, aumentando seu estoque de urânio altamente enriquecido e girando centrífugas avançadas proibidas pelo acordo.

Israel há muito se opõe ao acordo nuclear, dizendo que ele atrasou em vez de encerrar o progresso nuclear do Irã e argumentando que o alívio das sanções fortaleceu as milícias por procuração de Teerã em toda a região.

Relembre como o Irã desrespeitou o acordo

O acordo estabelece o limite de estoque de urânio enriquecido que o Irã pode manter. O país, porém, sempre armazenou muito mais do que poderia.

O acordo também limita a pureza até a qual o Irã pode refinar urânio em 3,67%, muito abaixo dos 20% atingidos antes do acordo. Até fevereiro de 2021, o nível de enriquecimento permaneceu estável em 4,5% conforme as alegações iranianas.

Pelas informações de Grossi, no entanto, em 2022 esse enriquecimento subiu “a galope” como ele mesmo disse, a um nível de 60%.

O pacto permite ao Irã produzir urânio enriquecido usando cerca de 5 mil centrífugas avançadas (IR-1 de primeira geração) na instalação nuclear subterrânea de Natanz.

O país já tinha cerca de 19 mil centrífugas instaladas antes do acordo. Vale ressaltar que a instalação nuclear subterrânea tem capacidade para armazenar 50 mil delas. As informações mais recentes, segundo Grossi, é que o Irã agora tem centrífugas mais novas e avançadas, mas não citou a quantidade.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Anjo aparece a muçulmano enquanto lia Alcorão e o leva até evangelista

Evangelista para o mundo muçulmano, o Pr. Leif Hetland relata testemunhos impactantes do poder de Deus.


FONTE: GUIAME, ADRIANA BERNARDO


Muçulmano lendo o Alcorão. (Foto ilustrativa: IMB)

Nem todos os milagres que acontecem entre muçulmanos chegam ao conhecimento dos cristãos brasileiros, mas o pouco que chega tem sido impactante, alguns deles, inclusive, após aparições de Jesus por meio de sonhos ou visões.

A esses fenômenos, o Pr. Leif Hetland disse em entrevista exclusiva ao Guiame que “quando a igreja não vai, Jesus vai”. O missionário diz que “Deus está visitando os muçulmanos porque os ama demais”.

Em seu cardápio de testemunhos, o presidente da Global Mission Awareness destacou duas histórias milagrosas referentes a muçulmanos.

Uma delas é sobre uma mulher que foi morar perto de sua casa na Noruega (Hetland explica que seu país tem recebido muitos povos do Oriente Médio, a maioria islâmicos). O missionário brinca que já tem vários vizinhos muçulmanos e logo nem precisará mais viajar para evangelizá-los.

“Veja, podemos fazer missão onde estivermos. Na minha vizinhança, alguns dos meus vizinhos hoje são muçulmanos. Isso tem me empolgado, porém muitos dos meus noruegueses não estão gostando disso”, diz o evangelista.

Para ele, é uma oportunidade de pregar o Evangelho. “Se nós não vamos para o mundo, Deus traz o mundo para nós. E agora os muçulmanos estão no meu bairro”, diz.

Hetland diz que tem se aproximado deles. Um o cumprimenta, e em uma das conversas, o evangelista deu seu número de telefone ao vizinho muçulmano.

“A esposa dele nunca havia chegado perto de mim. Mas uma noite, cerca de 1 hora da manhã, eu estava dormindo e recebi uma ligação. Era esse muçulmano, que é um sacerdote”, conta Heitland.

O evangelista diz que o homem perguntou se poderia ir até a sua casa junto com sua esposa.

“Eu disse que sim. Quando chegaram ele perguntou: ‘Você consegue ajudá-la?’ Eu não sabia, mas ela era bipolar. Por causa da guerra na Síria, ela estava sofrendo com problemas de saúde mental”, explica Hetland.

“Eu perguntei se ela poderia tirar o véu que cobria todo o rosto. Senti que o Espírito Santo queria que eu a olhasse nos olhos. Quando olhei para ela, comecei a chorar, a sentir toda dor, o trauma daquela mulher”, lembra-se.

“Olhando firme nos olhos dela, liberei um ‘batismo de amor’. Ela começou a rir. Ela não ria há 8 anos, disse o marido. Ela foi curada, Jesus a tocou. Esse é um exemplo. Mas nós não somos fiéis às vezes, ao que Deus nos mandou fazer, longe ou perto. Mas Deus continua sendo fiel”, testemunha o evangelista.

Trabalho desafiador

Hetland contou ao Guiame, que apesar do trabalho desafiador vale a pena servir no campo missionário, em países de forte perseguição a cristãos, simplesmente pelo que vê Deus fazendo.

Leif Hetland ministrando na Conferência ‘On Mission’, em SP. (Foto: Francielle Cecilia / Global Awakening)

Ele diz que um exemplo da atuação divina aconteceu em Mossul, no Iraque, um dos países que mais trabalha como missionário, obviamente de forma secreta (apesar de contar com apoios locais).

“Eu estava em uma cidade perto de Mossul, e um muçulmano radical estava lendo o Alcorão quando um anjo apareceu e falou para ele ir para um campo. Ele largou tudo e foi”, conta.

O muçulmano andou quilômetros, até o campo onde Heitland estava pregando o Evangelho. “Aquela mesma voz disse a ele: ‘Ouça o que esse homem vai te dizer’. Quando fiz o apelo para aceitar Jesus, ele foi o primeiro e contou: ‘Um ser luminoso entrou em meu quarto, eu fechei o Alcorão e vim para a reunião’”.

“A igreja não tinha ido para ele, então Deus está enviando mensageiros para falar de Jesus”, diz Heitland.

‘Degustações de sinais e maravilhas’

O evangelista compara o que Deus está fazendo nos dias de hoje, ao que já fez no passado, e cita Agar como exemplo.

“Ismael estava no deserto com sua mãe Agar chorando. Ele estava com sede, e quando Agar foi buscar água, Deus enviou o anjo para falar com ela e entregar promessas”, diz sobre a história relatada em Gênesis 21:8-21.

“Precisamos entender que cerca de 1,8 bilhão de muçulmanos estão chorando. Deus tem dado a eles uma degustação de sinais e maravilhas, quando se revela em visões e sonhos”, diz.

“Ismael e seus descendente são de Deus, são de Jesus. Deus quer sua família de volta, os filhos de Abraão. Ele enviou Jesus para restaurar todos de volta para ele. Para promover uma reconciliação igual à de Jacó e Esaú. É isso que ele está fazendo”, resume.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

“É um milagre”, diz médico sobre paciente que tinha 2 meses e está vivo há 6 anos

Diagnosticado com o tipo mais agressivo de câncer cerebral, homem sobrevive e diz que não se sente doente.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE FAITHWIRE


Israel Lemus e o médico oncologista Jay-Jiguang Zhu. (Foto: Captura de tela/YouTube Khou 11)

Há muitos mistérios que a medicina não consegue explicar — a vida de Israel Lemus é um deles.

Considerado um “milagre ambulante”, o homem da cidade de Houston, no Texas (EUA), que foi diagnosticado com Glioblastoma Multiforme em estágio 4, com apenas 2 meses de vida e permanece vivo após 6 anos.

O tipo de câncer cerebral é o mais agressivo da categoria, sendo considerado uma verdadeira “sentença de morte”. Não existe cura para o GBM 4 e, quando diagnosticado no início, a sobrevida é de 12 a 15 meses.

Conforme os médicos, somente 3 a 5% dos pacientes sobrevivem mais de 5 anos e a doença é sempre fatal. Sem tratamento, a sobrevida é de cerca de 3 meses.

“Para mim, é 100% Deus”

Desde que recebeu a notícia que impactou sua vida, Lemus tomou algumas decisões, entre elas o noivado seguido de casamento, a compra de uma casa e a mudança de carreira.

“Para mim, é 100% Deus”, disse à agência de notícias Khou 11: “Honestamente, sou grato a Deus todos os dias. A primeira coisa que faço quando acordo e a última coisa que faço antes de dormir é agradecer a Deus por esse dia”.

Desde que foi diagnosticado, aos 29 anos, Lemus disse que não se sente doente. “Os exames podem mostrar isso e os médicos podem dizer isso, mas, na minha opinião, estou em remissão”, explicou o paciente.

Em casos de câncer, a palavra “remissão” significa que a doença está ausente, ou seja, que a pessoa foi curada, parcial ou totalmente.

Israel Lemus. (Foto: Captura de tela/YouTube Khou 11)

"É um milagre"

Lemus já passou por 3 cirurgias e fez todos os tratamentos disponíveis contra o câncer. Conforme o médico Jay-Jiguang Zhu, oncologista de Lemus na UTHealth Houston e Memorial Hermann: “Não há cura para o seu glioblastoma em estágio avançado”.

Conforme o profissional explica, “o tumor foi detectado, pela primeira vez, no tamanho de uma bola de golfe em seu cérebro” e que Lemus estar vivo e saudável após 6 anos “é um milagre”.

“Ainda é possível ver a doença em sua ressonância magnética, é por isso que não usamos a palavra 'remissão', neste caso, mas observando é um mistério”, disse o médico sobre a condição de seu paciente.

A esposa de Lemus, Samantha, descreve o marido como “meu milagre” e o casal credita a Deus essa incrível história de sobrevivência.

Casamento de Israel Lemus e Samantha. (Foto: Captura de tela/YouTube Khou 11)

segunda-feira, 18 de julho de 2022

“Gênesis é literal e totalmente científico”, diz cientista sobre relato bíblico

Marcos Eberlin e Adauto Lourenço falam sobre a atualidade da Bíblia ao longo de 3 mil anos: “Que livro de Ciências tem essa performance?”.


FONTE: GUIAME, CRIS BELONI

Adauto Lourenço e Marcos Eberlin. (Foto: Captura de tela/YouTube Programa Veja Só! Oficial)

Em entrevista ao “Programa Vejam Só!” da Rit TV, publicada na última terça-feira (12), o apresentador Zeca Pereira questionou os cientistas Marcos Eberlin e Adauto Lourenço sobre os relatos do livro de Gênesis. “São científicos ou não?”.

“Claro que sim”, respondeu o químico Eberlin, que também é coordenador do Discovery-Mackenzie — Núcleo de Pesquisa em Ciência, Fé e Sociedade. “A nossa fé é totalmente racional”, explicou.

Ele afirma que Gênesis é científico a partir do momento em que traz conhecimento sobre nossas origens, além de discorrer sobre sanitarismo, alimentação, nutrição, entre outros temas essenciais para a humanidade.

“Ele não é um livro de Ciências se você pensar nos livros científicos tradicionais”, disse ao enfatizar que estes livros se tornam desatualizados com o passar de algumas dezenas de anos. “Mas a Bíblia está aí há cerca de 3 mil anos e ainda é atual. Que livro de Ciências tem essa performance?”, questionou.

“James Webb está aí para revelar”

Desde o início, os cientistas sempre consideraram Deus como uma verdade absoluta e não como uma alucinação vinda da cabeça dos cristãos.

Eberlin explica que “a Ciência nasceu tendo Deus como seu autor e os achados científicos estão confirmando a existência desse Criador. James Webb está aí para revelar isso”, disparou ao citar as imagens descobertas através do novo telescópio da NASA.

Além disso, os cientistas concordam que a Terra seja jovem quando citam a questão dos genomas: “Eles nos mostram que estamos aqui há cerca de 6 mil anos”.

Entre outros temas, os cientistas falaram sobre a questão do Carbono 14: “São métodos de datação radiométricas que só funcionam a partir de alguns pressupostos, então não são 100% confiáveis”, esclareceu Eberlin.

Adauto concorda e acrescenta: “O carbono 14 mostra que o sistema é jovem e isso tem tudo a ver com a Bíblia”. Depois ele comenta o fato de algumas pessoas acharem esse pensamento “ridículo”.

Mas a evidência aponta para quê? Como cientistas temos que ir pelas evidências e elas apontam que tanto o planeta, quanto a vida e o universo são recentes”, justificou Adauto.

A primeira imagem divulgada pelo telescópio espacial Webb mostra em detalhes uma seção do universo distante. (Foto: NASA, ESA, CSA, STScI, Webb)

“Bíblia e Ciência estão dizendo a mesma coisa”

Sendo Gênesis um livro científico, conforme afirma o cientista, como é feita a relação entre o Criacionismo e as recentes descobertas científicas?

Para dar início às explicações, Adauto Lourenço, que é mestre em Física Nuclear, conferencista e pesquisador internacional, aponta para a importância de entender que “a sabedoria encontrada na natureza criada transcende a sabedoria humana”.

Adauto, então, lembra dos primeiros versículos bíblicos, onde diz que “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”.

“Isso quer dizer que logo no início do Universo já havia moléculas de água. Em 2012, usando nossos telescópios, descobrimos que há 12,5 bilhões de anos-luz de distância da Terra, havia moléculas de água numa quantidade absurda”, relacionou.

“Isso mostra que a Bíblia e a Ciência estão falando a mesma coisa. O livro de Gênesis é espetacular por causa disso”, destacou ao dizer que “os achados estão se acumulando e os naturalistas estão ficando surpresos”.

Literalidade de Gênesis

Quer dizer que o livro de Gênesis é literal? Segundo os dois cientistas, a maioria dos cristãos estão cada vez mais convencidos dessa literalidade. Eberlin lembra ainda que até mesmo alguns teólogos duvidaram.

Os dois primeiros capítulos de Gênesis criaram um cenário para grandes polêmicas, como a Teoria do Gap ou do Hiato — uma crença que propõe um enorme espaço de tempo entre Gênesis 1.1 e 1.2.

Adauto desmonta essa teoria do intervalo classificando-a como desnecessária. “Se houvesse um longo intervalo, obviamente os seres vivos teriam passado pelo processo de morte, então a morte já estaria no mundo antes do pecado de Adão e isso não faria sentido”, explicou teologicamente.

Ele também apontou que esse "intervalo" entre um versículo e outro é só uma desculpa para encaixar a teoria da evolução na Bíblia.

Eberlin também lembra que Deus mostrou através da Palavra tudo o que fez e como fez. “Ele dá detalhes, mostra o tempo e os materiais que usou”, disse ao reforçar o aspecto científico disso.

O Quinteto de galáxias de Stephan, visto através do telescópio espacial Webb. (Foto: NASA, ESA, CSA e STScI)

“Sem Deus não vale a pena fazer Ciência”

“O fundamento maior da Ciência é a existência de Deus, sem Deus não vale a pena fazer Ciência”, disse Eberlin.

E como fica a questão das evidências de que Deus existe? É possível provar isso aos céticos? “Eu não posso provar que Deus criou o mundo, mas eu consigo provar que o mundo foi criado”, respondeu Adauto.

O problema, segundo Eberlin, é que “o naturalismo investe nos nossos jovens e crianças nas escolas e universidades, onde Darwin é absoluto e ponto final”.

O cientista alerta sobre a urgência de desconstruir o “castelo de areia” do darwinismo e mostrar que a teoria da evolução não faz sentido do ponto de vista científico.

“A academia fez um pacto com o naturalismo, com o darwinismo, em 1959, unindo o iluminismo e o positivismo, excluindo Deus de suas explicações. Eles querem explicar tudo com matéria, energia e espaço”, descreveu.

“Nós fomos feitos por um Designer Inteligente e não resta dúvidas. As evidências são cristalinas”, disse ao incluir os pais na responsabilidade de instruir seus filhos sobre essas verdades.

O Telescópio Espacial James Webb revela berçários estelares e estrelas individuais na Nebulosa Carina que não haviam 
sido vistas antes. (Foto: NASA, ESA, CSA e STScI)

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Aplicativo de devocionais alcança três milhões de usuários no Brasil

O Glorify teve mais de 1,6 milhão de downloads só no primeiro semestre de 2022.

FONTE: GUIAME

O aplicativo auxilia cristãos na rotina de adoração através de reflexões, orações e passagens bíblicas. (Foto: Glorify)

O Glorify, aplicativo que possibilita que cristãos façam reflexões, meditações guiadas, orações e leiam passagens bíblicas, alcançou a marca expressiva de três milhões de usuários no Brasil, com 1,64 milhão de downloads só em 2022.

O app foi lançado no país em fevereiro de 2021, com o propósito de facilitar a rotina de adoração das pessoas, promover o bem-estar por meio da tecnologia e reinventar a maneira como as pessoas se conectam com Deus.

De acordo com levantamento realizado pelo Glorify no Brasil com 300 entrevistados, as pessoas estão cada vez mais enxergando a tecnologia como aliada para seus momentos de fé, pois cerca de 88% disseram que utilizam aplicativos para ler a Bíblia e fazer devocionais e que o Glorify é o aplicativo mais conhecido (68%) e utilizado (28%) por eles.

O app também é o acessado com maior frequência, 54% dos usuários acessam o aplicativo 6 ou 7 vezes por semana.

“Estamos construindo uma das ferramentas mais importantes para a jornada de fé das pessoas ao redor do mundo. É uma alegria acompanhar a adesão à plataforma no Brasil, que é sem dúvidas um dos países que mais abraçaram e entenderam nosso propósito e missão”, destaca Ed Beccle, cofundador do Glorify.

Crescimento

Apenas em 2022, foram feitos mais de 31.2 milhões de devocionais diários no aplicativo. Além disso, foram ouvidos mais de 3.6 milhões de meditações, declarações e orações e aproximadamente 4.33 milhões em playlists de louvor e adoração. Somente pelas redes sociais, o Glorify conseguiu alcançar mais de 108.8 milhões de pessoas, o que corresponde a 50% da população brasileira.

“Nesse um ano e meio de operação no Brasil, temos desenvolvido cada vez mais conteúdos edificantes voltados aos interesses dos brasileiros. A última novidade lançada foi o podcast Glorycast, que a cada semana recebe personalidades cristãs referências, como Nivea Soares e Helena Tannure, para compartilhar seus testemunhos de fé com os usuários”, finaliza Beccle.

Sobre o Glorify

Fundado em 2019 pelos empreendedores britânicos Henry Costa e Ed Beccle, o Glorify é um aplicativo móvel com a missão de possibilitar que cristãos em todo o mundo se conectem com Deus diariamente através de leituras bíblicas, meditações, declarações e espaço para oração e reflexão.

Tem como objetivo se tornar a principal plataforma digital cristã, reinventando como os fiéis se conectam com Deus e sua comunidade por meio da tecnologia. O aplicativo está disponível para download no Google Play Store e Apple Store.

terça-feira, 12 de julho de 2022

Ucrânia precisa de 500 mil Bíblias para suprir demanda pela Palavra de Deus

Vice-presidente da Biblica para Europa e Oriente Médio diz que a alta demanda mostra uma fome “extraordinária” pela Bíblia no idioma ucraniano.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO PREMIER


Aplicativos da Bíblia em ucraniano estão sendo utilizados na Ucrânia. (Foto: Reprodução / Premier)

Antes do início da invasão da Rússia à Ucrânia, em fevereiro deste ano, muitos cristãos se reuniram para orar em lugares públicos. A imagem de um grupo de joelhos, orando na neve (feita há três anos) se tornou viral pelo simbolismo da fé cristã dos ucranianos.

Passados quatro meses do início da guerra, o conflito continua a destruir o país. Cidades foram arrasadas e milhões de pessoas foram deslocadas. Nesse cenário trágico, muitos cristãos continuam a confiar em Deus e dezenas de instituições missionárias permanecem nas fronteiras e na própria Ucrânia prestando ajuda humanitária e espiritual ao povo.

Trevor Wilson, diretor de projetos e parcerias estratégicas MENA-Eurasia da Biblica, informa que em meio à dor, medo e perdas, a esperança e a fé continuam no coração dos ucranianos, provocando fome cada vez maior pela palavra de Deus.

A Igreja na Ucrânia, ao longo dos anos, só tinha acesso às escrituras em russo, ou uma versão ucraniana que servia à Igreja Ortodoxa Russa. Mesmo antes da invasão, essa era uma questão significativa para aqueles que, após a anexação da Crimeia e a ocupação da região de Donbas, veem o russo como a língua do opressor.

Bíblia ucraniana

Por todas essas razões, a Igreja evangélica na Ucrânia tem pleiteado por uma versão contemporânea da Bíblia em língua ucraniana por muitos anos.

Para suprir essa necessidade, a Biblica, a sociedade bíblica internacional, acelerou o lançamento de uma nova tradução do Novo Testamento e Salmos em ucraniano contemporâneo.

Em apenas 90 dias, o aplicativo foi baixado quase meio milhão de vezes. E também tem havido uma enorme demanda por Bíblias impressas. A Biblica tinha planejado imprimir 10.000 cópias do Novo Testamento em ucraniano em junho deste ano, no entanto, parceiros locais e em países vizinhos solicitaram 500.000 cópias, pois a demanda tem sido muito alta.

Mark Finnie, vice-presidente da Biblica para Europa e Oriente Médio, disse que a demanda mostra uma fome “extraordinária” pela palavra de Deus.

“É claro que a necessidade humanitária é grande e se tornará maior”, disse ele. “Mas há uma oportunidade única para os cristãos de todo o mundo fornecerem Bíblias, de qualquer maneira possível, a uma nação que clama por elas.”

Buscando santuário

À medida que bombas caem e vidas continuam sendo perdidas na Ucrânia, o aplicativo da Biblica está permitindo que as pessoas que permanecem no país devastado pela guerra – assim como aquelas que foram forçadas a fugir – encontrem refúgio e paz na Palavra de Deus.

Segundo Oxanna, essa é uma parte da resposta ao trabalho que a comunidade cristã está fazendo. Forçada a fugir para a Romênia com suas filhas, deixando seu marido e filhos para trás na Ucrânia, ela agora está usando sua experiência em negócios e ministério para servir aos outros.

As pessoas "viram como os cristãos estão ajudando", disse ela. Como resultado, “querem aprender a falar com Deus, a ler a Bíblia”.

Victoria Raichynets e seu marido, Anatoliy, foram separados pela invasão russa. Eles perderam seu apartamento após ser atingido por uma bomba, mas não deixaram seu país. Enquanto Anatoliy continua a coordenar os esforços de socorro em Kyiv, Victoria coordena outro centro no sudoeste da Ucrânia, para onde muitas pessoas da capital fugiram.

Victoria diz que chora na maioria dos dias e, às vezes, se sente quebrada pelo impacto contínuo da guerra. “Quando você olha nos olhos do povo ucraniano, vê desesperança, desamparo e dor, pois a cada dia as pessoas ficam mais traumatizadas”, disse ela.

“Então, quando você vê pessoas chorando agradecidas pela Bíblia, e por tirá-los das bombas, é quando você sabe que está no lugar onde Deus quer que você esteja, fazendo o que ele quer.”